[Championship 26-27] Análise e palpite: West Ham United x Queens Park Rangers Início da partida: 10 de outubro, às 04:00 (horário da Coreia)
West Ham United e Queens Park Rangers se enfrentam no London Stadium às 4h da manhã do dia 10 de outubro (horário da Coreia). É um confronto pela Championship logo após a pausa para a Data Fifa. O West Ham, vice-líder com 15 pontos, assume a liderança provisória em caso de vitória, enquanto o QPR, em 6º lugar com 13 pontos, ultrapassa o rival e sobe para a 2ª posição se vencer.
1. Visão geral da partida e momento das equipes
Nesta temporada da Championship Campanha em 8 jogos: West Ham United 4V-3E-1D / Queens Park Rangers 3V-4E-1D Gols marcados e sofridos: West Ham United 22 marcados e 11 sofridos / Queens Park Rangers 10 marcados e 7 sofridos Últimos 5 jogos na liga: West Ham United 4V-1E / Queens Park Rangers 1V-3E-1D Desempenho mandante/visitante: West Ham United em casa 3V-1D / Queens Park Rangers fora 2V-2E
O momento recente das duas equipes diverge no ataque. O West Ham marcou 4 gols e não venceu nas 3 primeiras rodadas, mas somou 13 pontos ao balançar as redes 18 vezes nas 5 partidas seguintes da liga. O técnico Nuno Espírito Santo explicou que, no início, alguns atletas chegaram sem fazer pré-temporada e o elenco precisava de tempo para se entrosar. Depois disso, o 4-4-2 centrado em Bowen e em dois atacantes se consolidou, com lances de bola parada e reservas também contribuindo nos gols.
Já o Queens Park Rangers somou 10 pontos e fez 7 gols nas 4 primeiras partidas, mas nas 4 rodadas seguintes não venceu nenhuma vez e marcou apenas 3 gols. A produção ofensiva mudou de patamar após Ilias Chair e Richard Kone se lesionarem em sequência no primeiro tempo contra o Middlesbrough, em 5 de setembro. Dos 3 gols marcados desde então, um foi contra e os 2 diante do Preston North End nasceram de um arremesso lateral longo e de uma finalização individual. A defesa segurou as pontas, com 4 gols sofridos nessa sequência de 4 jogos sem vencer. A queda recente nos resultados se deve mais à diminuição dos gols marcados do que ao aumento dos gols sofridos.
A invencibilidade de 4 jogos do QPR como visitante também precisa ser analisada considerando essas mudanças no ataque. Fora de casa contra o West Bromwich Albion, o time se defendeu com 37% de posse de bola antes de recuperar e avançar; já contra o Charlton Athletic como visitante, não passou do 0 a 0 mesmo com 72% de posse. O técnico Julien Stéphan afirmou que pode ceder ou ter a bola conforme o adversário, mas prefere controlar o jogo com a posse. Seja qual for a postura adotada nesta partida, outros jogadores terão que assumir as transições ofensivas que antes ficavam a cargo dos lesionados.
A ausência de Rumarn Burrell pesa de forma especial. Contra o Blackburn Rovers, Burrell passou pelo defensor e deu a assistência para o gol de empate; diante do Cardiff City, aproveitou a interceptação de passe feita por Ronnie Edwards e superou a marcação na velocidade para marcar. Contra o West Bromwich Albion, também recuperou a bola, avançou e finalizou na jogada que resultou em gol contra. Tendo se lesionado pela seleção da Jamaica, Burrell dificilmente entrará em campo. Chair segue fora, e Kone até voltou a treinar, mas Stéphan destacou que ele precisa de mais tempo para se recuperar plenamente. Alfie Lloyd e o jovem Leon Scarlett, de 17 anos, surgem como alternativas de comando de ataque, mas não há evidências de que consigam repetir nesta temporada as infiltrações nas costas da defesa que Burrell vinha oferecendo.
A lateral esquerda também passará por reformulação obrigatória. Dennis Cirkin cumpre suspensão e Kemper desfalca por lesão no tornozelo. Como Tariq Lamptey também deve ficar de fora por problema muscular, Kielen Adamson, que substituiu Cirkin contra o Preston North End, é cotado para começar jogando. Glen Kamara, que ajudava na transição pelo lado esquerdo, tem a situação em aberto devido a questões burocráticas após retornar mais cedo da seleção da Finlândia. A disponibilidade de Kamara afeta diretamente a capacidade do QPR de progredir com a bola a partir do campo de defesa.
No West Ham United, Moamadou Kanté desfalca a equipe pela expulsão contra o Millwall, mas a principal referência ofensiva, Jarrod Bowen, não foi convocado pela seleção e pôde descansar na parada. Tomáš Souček participou de um amistoso após lesão, enquanto Joël Veltman e Manor Solomon treinaram com o grupo. Embora a equipe possa perder a profundidade que Kanté oferecia vindo do banco no segundo tempo, Nuno conta com opções como o jogo aéreo de Souček e os ajustes de Veltman pelo flanco direito.
No confronto direto pela FA Cup em janeiro deste ano, o West Ham venceu por 2 a 1 na prorrogação. O QPR havia fechado o tempo regulamentar em 1 a 1 com Kone completando de cabeça o cruzamento de Karamoko Dembélé. Naquela época, o West Ham brigava contra o rebaixamento na Premier League, e hoje as condições físicas de Kone e a presença de Dembélé são incertezas. Aquele placar não reflete a diferença técnica atual entre os dois. Ainda assim, vale notar que, se o West Ham abrir vantagem de um gol e não conseguir ampliar, pode ceder o empate em um único cruzamento adversário.
Nenhuma das equipes atua oficialmente desde 19 de setembro e, como ambas são sediadas em Londres, as condições de deslocamento são equivalentes. No entanto, o nível de desgaste durante a Data Fifa foi diferente. Segundo Stéphan, mais da metade do elenco do QPR esteve a serviço de seleções, e Pierce Charles, Jimmy Dunne e Jonathan Varane somaram cerca de 450 minutos jogados. Essa diferença pode não pesar tanto no primeiro tempo, mas tende a fazer efeito contra as alterações no segundo tempo.
2. Análise do confronto
Ultimamente, o West Ham tem sido eficiente em marcar quando o adversário tenta avançar com a bola. Fez 4 gols com 43% de posse contra o Wolverhampton Wanderers e, fora de casa contra o Bolton Wanderers, mesmo com 48% de posse, registrou todas as suas 11 finalizações de dentro da área. O ataque em velocidade entrando rápido na área após recuperar a posse, os cruzamentos e passes para trás pelo lado direito e as jogadas de bola parada funcionaram bem juntos. Por outro lado, na sua única derrota em casa na liga, contra o Charlton Athletic, a equipe teve 74% de posse pelas estatísticas oficiais, mas produziu apenas 2 finalizações no alvo em 8 tentativas. Desta vez, se o QPR recuar e colocar muitos defensores atrás, caberá ao West Ham trabalhar mais a bola para encontrar boas chances de chute.
Nesse contexto, as mudanças na lateral esquerda que marcará Bowen ganham peso. Bowen começa aberto na direita e corta para dentro, enquanto o lateral-direito do West Ham avança pelo corredor externo. Se Adamson acompanhar Bowen para dentro, faltará quem feche o cruzamento do lateral; se guardar a lateral, Bowen receberá livre pelo meio. Se o QPR recuar também o meia pela esquerda para dobrar a marcação, esse jogador perde a chance de avançar. Quanto mais o West Ham conseguir acionar a ponta direita, mais limitada ficará a transição do QPR sem Burrell.
O West Ham não depende apenas dessas jogadas pela lateral para marcar. Arne Engels e Bowen cobram as bolas paradas, e Konstantinos Mavropanos marcou todos os seus 4 gols na liga dentro da área rival. Como o QPR só sofreu 1 gol de bola parada nesta temporada, não dá para garantir vantagem do West Ham logo no primeiro duelo aéreo. No entanto, o rebote e a segunda bola em cruzamentos adicionais são lances distintos. Diante do Fulham, um segundo cruzamento de Engels terminou em gol do West Ham, e a entrada de Souček no segundo tempo pode aumentar a disputa aérea dentro da área.
A forma como o QPR atacará após defender também influenciará o placar. Na visita ao West Bromwich Albion, o plano foi retomar a bola e explorar o espaço nas costas dos zagueiros. Sem Burrell para fazer essa infiltração e finalizar, essa rota perde força. Kwame Poku ainda pode arrancar com a bola dominada, mas, caso Kamara fique de fora pela esquerda, a saída de bola da defesa até Poku também ficará prejudicada. Se o QPR desarmar e não conseguir sair de trás, a tendência é o West Ham reiniciar ataques em sequência.
A defesa do West Ham, contudo, oferece brechas para o QPR tentar explorar. O Bolton construiu a jogada do gol de empate e cavou um pênalti atacando a lateral direita dos mandantes, enquanto o Fulham infiltrou atacantes no espaço entre o lateral e o meia daquele lado. Contra o Charlton, a equipe sofreu um gol logo cedo após falhar na marcação de um arremesso lateral longo. O QPR já descontou contra o Preston North End no segundo tempo justamente com um arremesso longo de Paul Smyth. Embora Smyth não deva começar jogando, pode incomodar o West Ham em lances de bola parada vindo do banco.
Se Stéphan armar o time no 4-2-3-1, poderá reforçar o combate central contra o 4-4-2 de dois meio-campistas do West Ham. Usar um homem a mais no meio para fechar as diagonais de Bowen ajuda a conter gols. No entanto, isso sozinho não melhora a criação do QPR. A equipe precisa de Kamara em campo para conseguir fazer a bola andar sob pressão, diminuindo o tempo em que fica acuada e brecando o volume ofensivo do West Ham.
O comportamento dos técnicos dependerá muito de quem abrir o placar. Se o West Ham sair na frente, o QPR será obrigado a se lançar em busca do empate, permitindo ao time da casa usar os ataques verticais em direção à área que deram certo nas vitórias recentes. Se o QPR marcar primeiro em lance de bola parada, Charles e o bloco defensivo ganham tempo para sustentar a vantagem. Se o zero a zero persistir até a etapa final, o West Ham pode variar as peças com Souček e Veltman, mas a defesa do QPR provou sua consistência ao não ser vazada com facilidade na série de 4 tropeços. O momento em que o West Ham marcar o primeiro gol pode alterar bastante a margem do resultado.
3. Conclusão e prognóstico
A tendência é o West Ham reter mais a posse e pressionar as linhas do QPR. É verdade que Charles e o sistema defensivo podem atrasar a abertura do placar. Ainda assim, com Bowen e o lateral-direito explorando constantemente o lado esquerdo remendado do QPR, além de Engels e Mavropanos ameaçando nas segundas bolas de lances parados, vemos o primeiro gol do West Ham como o desfecho mais provável.
O favoritismo vai na mesma direção apontada pelo mercado, que posiciona o West Ham à frente pela tabela, pelo aproveitamento em casa, pelo ataque goleador e pelas baixas no setor ofensivo do QPR. A divergência está no saldo de gols. Os desfalques do rival se concentram justamente na lateral esquerda que marcará Bowen e na velocidade para sair de trás. Além disso, as principais peças defensivas atuaram por suas seleções e terão que segurar os reservas do West Ham na reta final. Contar apenas a quantidade de desfalques não basta para dimensionar a desvantagem nesse setor e no desgaste físico do segundo tempo.
O placar provável fica em 2 a 0 ou 3 a 0 para o West Ham United. O cenário esperado é o West Ham abrir vantagem pelas jogadas na direita ou em segundas bolas paradas, aproveitando depois os espaços deixados pelo QPR para ampliar enquanto o adversário tenta buscar o empate. Sem Burrell, o QPR perde a principal arma de velocidade nas costas da zaga, e o West Ham tem opções de banco para manter a agressividade na etapa complementar. No entanto, caso o QPR surpreenda no início da partida em escanteio ou arremesso longo, o West Ham terá que correr atrás contra um bloco baixo, alterando completamente o roteiro previsto.