O PSV tem capacidade de prender o adversário no campo de defesa e transformar uma bola rebatida em um novo ataque. Já o Club Brugge tem um passe inicial rápido, capaz de acionar seus atacantes no espaço deixado nas costas dessa pressão. Pelos jogos recentes, o PSV vem ocupando bastante o campo de ataque, mas nem sempre consegue converter esse domínio em finalizações claras. A disputa pelo rebote após uma finalização travada ou um escanteio vai ditar o ritmo deste confronto.
Til, Dest e Perišić são peças do PSV que conseguem colocar bolas na área com frequência, e Pepi voltou a ser uma opção para a área nos minutos finais após entrar contra o Willem II. Schouten continua fora, embora Sano e Mauro tenham sido titulares nessa partida e tenham qualidade para sair jogando no primeiro passe. Pelo Brugge, Vanaken e Potts jogaram os 90 minutos contra a Inter de Milão, com a velocidade de Forbs e o pivô de Tresoldi oferecendo aos visitantes uma saída de contra-ataque imediata. Ordóñez já desfalcou o Brugge em várias partidas, e Mechele formou a dupla de zaga titular com Spileers contra o Waregem.
Espero um PSV pressionando e o Brugge explorando os espaços deixados pelo avanço dos laterais, aproveitando tanto as segundas bolas quanto o contragolpe direto. O entrosamento entre Forbs e Tresoldi já gerou perigo real contra adversários fortes. Por isso, fico com o Club Brugge para sair com pelo menos um ponto diante do PSV.