O ataque do Philadelphia segue criando finalizações a partir de recuperações no meio-campo e bolas abertas para os atacantes. O Salt Lake tem uma resposta direta nas ligações para Solans. Já o Charlotte costuma passar longos períodos sem a bola e, mesmo assim, encaixa ataques perigosos pelos lados do campo. O Dallas pode aproveitar o espaço deixado às costas do meio-campo do Charlotte para acionar seus homens de frente e cavar escanteios.
As 20 finalizações do Philadelphia contra o Orlando e as 21 contra o San Diego vieram de várias maneiras. Vassilev e Sullivan conseguem acionar Iloski e Damiani após saídas erradas do adversário pelo meio, enquanto Wagner e Westfield criam perigo pelas pontas. Essa variedade é um diferencial contra Quinton, Henry e Yedlin, do Salt Lake, que seguraram as pontas na vitória sobre o New England, mas agora devem encarar um volume bem maior de investidas na área.
Sullivan e Westfield retornaram de suas seleções. Na zaga, o Philadelphia precisa encontrar um substituto para o suspenso Sery Larsen, enquanto o Salt Lake não conta com Luna, que também desfalcou a equipe no último triunfo. O Union tem capacidade de criar logo no começo sem necessariamente ter o controle da posse de bola, mantendo a pressão em áreas perigosas durante o segundo tempo. Por conta dessa consistência ofensiva, eu fico com a vitória do Philadelphia Union.
A disposição tática do Dallas posiciona Valiente e Moreno nos espaços vazios ao redor do meio de campo do Charlotte, tendo Musa como referência de finalização na área e Urhoghide como opção pelo alto nos cruzamentos de Valiente. O Charlotte tem cedido muitos chutes e escanteios, e a suspensão de Ream mexe no miolo de zaga responsável por lidar com essas chegadas. Saint-Maximin, Biel e o retorno de Abada dão ao Charlotte suas próprias armas para atacar, fazendo com que o duelo seja mais sobre onde o Dallas recebe essa bola do que sobre quem fica mais tempo com ela.
As últimas notícias da partida indicam que Musa está à disposição depois de desfalcar o time na vitória anterior do Dallas. A bola parada de Valiente já rendeu o gol daquele triunfo a partir de um escanteio, e o Dallas pode continuar explorando seu passe para gerar toques dentro da área conforme o jogo for se abrindo. Esse caminho consistente, somado à possibilidade de um empate, é o motivo pelo qual eu fico com o FC Dallas para não perder.