Juventus e Napoli chegam com o meio-campo desfalcado, e achamos que essa é a verdadeira história, mais do que a posição de cada um na tabela. A Juve tem Thuram, Locatelli e Gonzalez fora do meio, além de Conceição e Yildiz no ataque. O Napoli perdeu Lobotka no meio e três defensores: Buongiorno, Badiashile e Spinazzola. Então, a pergunta que fazemos é: qual time remendado consegue ficar mais com a bola, e qual defesa será esticada primeiro?
Vamos começar pela Juventus. Segundo a nossa tabela, marcou 11 gols e sofreu 10 em nove jogos na liga. Nos últimos três, perdeu por 3 a 0 em casa para a Lazio, venceu o Lecce por 2 a 0 e perdeu por 2 a 0 para o Genoa. É um time que marca pouco — 11 gols em nove partidas — e ainda estará sem dois atacantes. Com Thuram e Locatelli também fora, é difícil imaginar de onde virá a progressão com a bola, a não ser pelos lados. Grabara também está fora do gol.
O Napoli tem um perfil oposto: marcou 17 gols e sofreu 11, e seus jogos recentes viraram verdadeiros tiroteios: 4 a 1 sobre o Monza, 3 a 3 com a Roma, 4 a 3 sobre o Bodø/Glimt e, depois, derrota por 1 a 0 para o Venezia. O time cria bastante, mas, com três defensores fora, seus jogos ficam abertos; a ausência de Lobotka tira justamente o jogador que normalmente ajudaria a controlar esse ritmo.
Então, não vemos um favorito claro. São dois times desfalcados, cada um com uma questão diferente. O ataque limitado da Juve tem o bastante para castigar uma defesa do Napoli que vive sendo esticada, ou a força do Napoli lá na frente vai simplesmente passar por um meio-campo da Juve cheio de substitutos? Queremos saber o que você acha: qual dos dois tem o buraco maior?
Fontes: dados de desfalques e classificação para esta partida (basedata, consultados antes do início do jogo).