Tanto o Celta quanto o Union conseguem pressionar logo no primeiro passe e usar os alas para chegar à área. Só que roubar a bola só faz diferença se o passe seguinte superar a recomposição defensiva. Já St. Truiden e Brann devem apostar em um jogo mais direto pelas pontas, com as duas equipes prontas para brigar pela sobra de uma rebatida ou atacar o espaço deixado nas costas de um lateral que sobe. Seus primeiros gols e as disputas de segunda bola são aspectos distintos desse confronto.
O Union consegue fazer a bola transitar por Van de Perre ou Zeneli até Patris e Smith, para então acionar Florucz ou Mofokeng cruzando a área. O ataque do Celta ainda conta com Durán, Jutglà e Álvarez, mas Borja segue fora do elenco atual após já ter desfalcado a equipe na rodada passada, enquanto a expectativa é de que González tenha minutos limitados. Os criadores de jogadas pelas pontas e os cobradores de bola parada do Union já tiveram minutos recentes contra o Beveren, o que dá à equipe um caminho para reagir mesmo se o Celta sair na frente. Por isso, fico com o Royale Union SG para evitar a derrota.
No Brann, Castro e Soltvedt têm qualidade para abastecer Holm, enquanto Ingason aparece fechando pelo lado oposto — jogadas que já renderam gols contra Molde e Kauno. O St. Truiden conta com boas opções de criação com Mbuku e Sebaoui, mas suas repetidas chegadas à área contra o Leuven resultaram em apenas um gol, sem falar que De Roover ainda não comandou um jogo completo nessa função. Vanwesemael cumpriu suspensão local contra o Leuven e já deve estar à disposição, enquanto a condição física de Takai coloca o miolo de zaga sob atenção. Os homens de frente do Brann dão ao time capacidade de responder à pressão dos mandantes, por isso meu palpite é no Brann para manter o confronto equilibrado.