O confronto entre Anyang e Seoul se resume ao que acontece após a primeira quebra defensiva: o próximo recebedor e o rebote têm tanto peso quanto a pressão inicial. O retorno de Thomas oferece ao Anyang mais alternativas para conectar seus armadores e o garrafão ao longo dos quartos intermediários. No vôlei, a pressão no saque e a capacidade de reconstruir o ataque após um passe ruim devem definir os finais equilibrados de cada set.
O Anyang forçou vários turnovers do Seoul no primeiro confronto entre eles, mas o Seoul ainda assim encontrou recepções no garrafão e arremessos extras. Warney e An seguem como boas opções de passe, Oh continua contribuindo na pontuação e Hicks pegou cinco rebotes ofensivos no jogo mais recente do Seoul. Essas conexões permitem que o Seoul trabalhe em posses mais longas, em vez de depender exclusivamente dos contra-ataques.
Mooney segue listado como desfalque pelo Anyang, enquanto Thomas já disputou duas partidas importantes desde o seu retorno. Byun também voltou durante o último jogo do Anyang após sofrer uma pancada. Pelo lado do Seoul, Daniel continua de fora de acordo com a lista mais recente, e nos dois jogos sem ele a equipe ainda manteve vários pontuadores e distribuidores ativos.
Os quartos intermediários abrem espaço para ambos utilizarem suas duplas de estrangeiros, antes que a criação dos atletas locais ganhe mais peso na reta final. Na vitória mais recente do Anyang, a equipe ainda cedeu rebotes ofensivos no fim, o que dá uma relevância especial ao jogo interno do Seoul. Por isso, fico com a vitória do Seoul Knights.
A vantagem do KAL começa com a variedade de opções de finalização que Han Sun-soo tem à disposição: Ketrzynski na ponta, os centrais e uma alteração tática já testada que desloca Ketrzynski para a função de oposto. Na última partida do Kepco, a transição entre recepção, levantamento e ataque pelas pontas continuou desarticulada, mesmo com o uso dos dois levantadores. O KAL, por sua vez, já mostrou poder de reação em finais de set complicados graças à contribuição de diferentes atletas no saque, bloqueio e ataque.
As prováveis escalações seguem as presenças do KAL em 31 de outubro e do Kepco em 3 de novembro, sem presumir novos desfalques por lesão. Renan voltou a comandar o KAL na estreia da liga, e o Kepco mantém as duas opções de levantador. A expectativa é que as disputas de saque abram caminho para o leque mais amplo de finalizações do KAL ao longo dos sets. Meu palpite é na vitória do KAL Jumbos por uma boa margem de sets.