O problema do Atlético aqui está no meio-campo, e o do Bayern, nas pontas. O Atlético não conta com Johnny Cardoso e Cristian Romero, além de Hjulmand ter acabado de aparecer como suspenso, então a proteção no meio que eu teria apontado dias atrás ficou ainda mais frágil. Enquanto isso, o Bayern está desfalcado de Musiala, Luis Díaz e Gnabry, o que tira os jogadores que costumam carregar a bola e quebrar blocos compactos. Então, quem resolve o seu problema primeiro: o meio-campo remendado do Atlético ou o ataque do Bayern sem seus dribladores?
Primeiro, o Atlético. Pelos nossos dados de desfalques, Cardoso e Romero estão fora por lesão e Hjulmand por suspensão, algo que só apareceu recentemente em nossos registros. Koke consta como disponível, o que é importante, já que é ele quem dita o ritmo quando a linha à sua frente muda. O Atlético marcou 4 gols e sofreu 3 em três partidas da Liga dos Campeões da UEFA Fase de liga nesta temporada (1V 1E 1D), portanto não é um time que passa por cima dos adversários, e uma contenção improvisada à frente da zaga deixa pouca margem de erro.
Do lado do Bayern, o cenário é outro. Em nossas médias na temporada, eles têm 10 gols marcados e 5 sofridos em três jogos europeus (1V 2E), o que mostra que o ataque vem produzindo, mas a defesa também não é das mais sólidas. Kimmich, Kim Min-jae, Olise e Neuer aparecem como disponíveis, mas Musiala, Díaz, Gnabry e Buchmann estão fora. Com isso, Olise vira a principal válvula de escape para conduzir a bola e criar chances, e o meio do Atlético precisa focar apenas em um jogador em vez de três.
A dinâmica que acho interessante: o ponto fraco do Atlético é exatamente onde o Bayern tem menos recursos para explorar no momento. Se o Bayern não conseguir quebrar a primeira linha de pressão no drible, vai depender dos passes de Kimmich, o que exige que o meio-campo remendado do Atlético mantenha a postura por longos períodos. Se o Atlético perder a posse de forma boba nesse setor, Olise terá espaço; se não vacilar, o jogo pode ficar amarrado. O nosso retrospecto aqui está vazio, então eu trataria os dois lados como incógnitas. O que você acha que pesa mais: a falta de proteção no meio ou a ausência dos criadores pelas pontas?