Al-Qadsiah e Al-Sadd chegam ao confronto com várias combinações ofensivas já bem entrosadas. O jogo também vai testar a cobertura atrás dos jogadores abertos pelos lados. PSG e Lyon têm outra questão central: conseguir receber a bola no meio sob pressão. Em cada partida, o ponto principal é ver quais conexões continuam funcionando após as mudanças recentes no elenco.
O Al-Qadsiah pode acionar seus atacantes com Baah e Abu Al-Shamat, enquanto Reijnders e Al Juwayr contribuem com passes e chegam de trás. Reijnders deu o passe para Retegui, e Al Juwayr serviu Quiñones contra o Hilal. A defesa do Al-Sadd terá pela frente uma combinação exigente de jogadas pelos lados e presença na área, depois de permitir que o Duhail finalizasse repetidas vezes de dentro da área.
O Al-Sadd também tem um ataque entrosado. Giovani deu passes para Afif e Firmino contra o Shahaniya, Claudinho serviu Afif, e Firmino havia dado as assistências para os dois gols contra o Duhail. O grupo divulgado para a viagem mantém essa base. A ausência de Nández, também anunciada para o Al-Qadsiah, muda uma função defensiva e de condução da bola depois da lesão contra o Hilal; Shahrani já foi usado como substituto. Nacho e Diabaté já estavam fora daquela lista.
Esperamos que o Al-Qadsiah tente ganhar terreno pelos lados e que o Al-Sadd responda com combinações em torno de Firmino e as arrancadas de Afif. Essas jogadas dão ao confronto boas condições para ter mais trocas de ataques depois do primeiro gol. Por isso, ficamos com um jogo de muitos gols entre Al-Qadsiah e Al-Sadd.
A pressão do PSG e os passes rápidos para a frente se encaixam no problema que o Lyon mostrou contra o Hoffenheim, quando perdas de bola pelo meio interromperam sua posse. O primeiro gol de Doué contra o Barcelona saiu depois de uma recuperação e de um passe de João Neves. Depois, o PSG voltou a marcar em uma cobrança de escanteio, com finalizações de Vitinha e em um cruzamento de Hakimi, após as substituições motivadas pelas lesões importantes.
Dembélé e Kvaratskhelia estão indisponíveis, assim como Marquinhos e Mendes, então o meio-campo que segue à disposição e Doué terão mais responsabilidade. O Lyon também perdeu peças importantes no ataque: a capacidade de Šulc de finalizar de perto e Nakamura como opção para sair jogando. A expectativa é que Morton e Tolisso reforcem o meio, mas as entradas dos dois no segundo tempo na Alemanha não foram suficientes para manter a criação de chances.
Esperamos que o PSG pressione essas recepções pelo meio desde o início e continue chegando ao ataque com recuperações no meio-campo e movimentação pelos lados. Os gols que marcou recentemente mesmo após as mudanças no elenco dão mais respaldo ao palpite do que apenas a sequência de vitórias. Por isso, ficamos com a vitória do PSG contra o Lyon.