[Campeonato (Inglaterra) 26-27] Análise e palpite: Southampton x Queens Park Rangers Início da partida: 31 de outubro, às 12:00 (horário de Brasília)
As duas equipes somam 20 pontos. O Southampton tem sido forte em casa, enquanto o Queens Park Rangers vem de uma partida em que marcou cinco gols. A diferença hoje está em saber se essa forma de marcar pode ser reproduzida contra a defesa adversária.
1. Visão geral da partida e momento das equipes
Sob o comando de Tonda Eckert, o Southampton vem marcando recentemente a partir de segundas bolas na área. Contra o West Ham, os três gols saíram em rebotes dados pelo goleiro que outro jogador completou, e o gol da vitória sobre o Norwich City também veio com Matsuki aproveitando o chute travado de Jander. O Sports Mole apontou que o time titular do jogo contra o West Ham, que abriu 3 a 0 logo nos primeiros 34 minutos, pode ser mantido (29 de outubro). Se Scienza, Matsuki, Dobbin e Jander seguirem atuando juntos, a equipe mantém essa estrutura agressiva para brigar pelo rebote após o primeiro arremate.
Downes e Larin ficaram de fora da última partida por lesão. O técnico Eckert afirmou esperar o retorno de pelo menos um deles para a lista de relacionados deste jogo, mas a presença não foi confirmada (Yahoo Sports, 30 de outubro). Durante essa ausência, Jander compensou com cruzamentos e chutes, enquanto Dobbin contribuiu com gol. Porém, o papel defensivo que Downes exercia não foi totalmente suprido. Contra o West Ham, o Southampton cedeu 28 finalizações, e Peretz fez 10 defesas. O próprio Eckert admitiu que a defesa teve dificuldades no segundo tempo (BBC, 24 de outubro). Por outro lado, diante do Bolton Wanderers, a equipe teve 63% de posse de bola e 14 finalizações, mas acertou apenas 2 no alvo e não conseguiu marcar. Quando o adversário afasta repetidamente as bolas da grande área, a conclusão das jogadas muda de figura.
No Queens Park Rangers, Kone fez três gols contra o Swansea City, e tanto o passe de Smith quanto o cruzamento de Poku também participaram dos lances de gol. No entanto, o primeiro gol nasceu logo após uma falha do rival no meio-campo, e todas as 5 finalizações no alvo viraram gol. Nas últimas cinco partidas como visitante pela liga, o retrospecto é de 1 vitória, 3 empates e 1 derrota, com saldo de gols de 4 a 6. Foram 4 chutes diante do West Bromwich Albion e 7 contra o West Ham. Longe de casa, a equipe precisa construir resultados com menos oportunidades do que na goleada recente como mandante. Kemper não treinou, mas o treinador declarou esperar contar com ele no fim de semana; se for desfalque, Cirkin, que volta de suspensão, pode substituí-lo (West London Sport, 28 de outubro). A goleada do Southampton no confronto direto anterior também não serve de parâmetro para explicar a fase atual de Kone e o desenho defensivo de agora.
2. Análise do confronto
O ponto inicial do ataque do Southampton é o que acontece depois que o goleiro Charles, do Queens Park Rangers, faz uma defesa. Se Matsuki e Dobbin continuarem atacando a área, os zagueiros Edwards e Dunne terão de lidar com a sobra logo após a defesa. Se o QPR mantiver defensores em número suficiente dentro da área, o Southampton pode passar muito tempo com a bola sem transformar isso em chutes certos, como aconteceu contra o Bolton. Por outro lado, se a linha defensiva adiantar, abre-se espaço para a segunda linha do Southampton chegar próxima à meta para disputar a segunda bola. Se Kemper não estiver 100%, o peso sobre o Southampton nas investidas pelas laterais também aumenta.
Do outro lado, é preciso observar as subidas dos laterais do Southampton, Bree e Manning. Bree chegou a pisar na grande área recentemente para participar diretamente de lances de gol. Caso o Southampton perca a bola naquele setor, Smith e Poku podem acionar Kone com passes diretos. O volume de finalizações cedidas pelo Southampton não se explica apenas pelo avanço dos laterais, mas a faixa de campo em que Ward-Prowse e Jander conseguirem conter as transições rivais definirá o volume de trabalho que Peretz terá debaixo das traves.
O QPR também tem uma alternativa importante na bola parada, com o escanteio de Vale para o cabeceio de Dunne. Essa jogada funcionou na prática contra o Swansea e mostra que, mesmo se o número de chutes diminuir fora de casa, uma única bola parada pode machucar a defesa do Southampton. Se o Southampton estiver em vantagem, Eckert pode lançar Edozie e Welington para sustentar a pressão pelos lados, a exemplo do jogo contra o West Ham. Caberá ao QPR suportar essa pressão ofensiva na reta final enquanto busca municiar Kone e aproveitar as bolas paradas.
3. Análise final e conclusão
Após a abertura das cotações, o mercado se movimentou em direção ao Queens Park Rangers. A goleada anterior por 5 a 0 e as dúvidas sobre Downes e Larin no Southampton podem ter influenciado essa leitura, embora o real motivo do fluxo não tenha sido confirmado. O Southampton conseguiu marcar com Jander e Dobbin mesmo sem esses dois atletas contra o West Ham. Em contrapartida, a vitória expressiva do QPR foi fruto de erros do rival, pênalti e aproveitamento de 100% dos chutes certos convertidos em gols. Faltam elementos para acreditar que a equipe vá criar tantas oportunidades hoje atuando como visitante.
Achamos mais provável uma vitória do Southampton, explorando as segundas bolas perto da área e o fôlego das substituições no segundo tempo. Contudo, em razão da bola parada com Vale e Dunne e do volume de chutes que o Southampton costuma ceder, projetamos uma vantagem de apenas um gol, com o placar combinado não passando de três gols. Caso o QPR consiga afastar os rebotes antes da chegada dos atacantes e travar as finalizações do Southampton, o rumo do jogo pode se alterar.
[Conclusão final · Por mercado · Linhas da Betman] Resultado final: Southampton — A eficiência da equipe nas segundas bolas mesmo sem Downes e Larin soma-se à queda habitual de finalizações do Queens Park Rangers fora de casa, e o roteiro do 5 a 0 anterior dificilmente se repetirá hoje. Handicap -1: Empate — A bola parada com Vale e Dunne e o volume de finalizações concedidas pelo Southampton apontam um caminho claro para um gol sofrido, de modo que os argumentos para um placar apertado superam os de uma vantagem de dois gols. Over/Under 3.5: Under — A linha está um gol acima da média do mercado internacional, e a soma das vias de gol dos dois times não oferece base suficiente para alcançar 4 gols no total.