[MLS dos EUA 2026] Análise e prévia: St. Louis City SC x Vancouver Whitecaps FC Início da partida: 14 de outubro, às 21h30 (horário de Brasília)
St. Louis City SC e Vancouver Whitecaps FC se enfrentam às 21h30 de 14 de outubro, no Energizer Park, em St. Louis. O St. Louis City SC, segundo colocado da Conferência Oeste da Major League Soccer, está um ponto atrás do líder Vancouver Whitecaps FC. Se vencer, o time da casa assume a primeira posição. O Vancouver leva vantagem no desempenho geral da temporada, mas o momento ofensivo e a formação disponível para esta partida favorecem o mandante.
1. Visão geral da partida e situação das equipes
Em 13 de outubro, o Vancouver Whitecaps FC tinha 51 pontos em 28 jogos, com 15 vitórias, 6 empates e 7 derrotas. O St. Louis City SC somava 50 pontos, com 14 vitórias, 8 empates e 6 derrotas no mesmo número de partidas. O Vancouver já garantiu vaga nos playoffs e tenta manter a liderança do Oeste. Para o St. Louis, estão em jogo tanto a chance de assumir o primeiro lugar quanto a disputa por uma vaga nos playoffs. O time da casa também está invicto há 18 jogos seguidos na liga.
MLS nesta temporada Classificação e pontos no Oeste: St. Louis City SC, 2º, 50 pontos / Vancouver Whitecaps FC, 1º, 51 pontos Gols marcados e sofridos: St. Louis City SC, 54 e 38 / Vancouver Whitecaps FC, 61 e 30 Saldo de gols: St. Louis City SC, +16 / Vancouver Whitecaps FC, +31
A vantagem no acumulado da temporada não significa que o Vancouver esteja em melhor fase. O time venceu 8 das 9 primeiras partidas, mas ganhou apenas 7, empatou 6 e perdeu 6 nos 19 jogos seguintes até enfrentar o LAFC. Já o St. Louis soma 13 vitórias e 5 empates em 18 partidas da liga desde maio. Nas últimas 6 partidas com Navarro entre os titulares, foram 5 vitórias, 1 empate e 21 gols marcados. Como a equipe sofreu 8 gols no mesmo período, a boa fase ofensiva não deve ser confundida com segurança defensiva.
Os jogos do St. Louis em casa também mostram essa diferença. Nas últimas 11 partidas como mandante, foram 8 vitórias, 2 empates e 1 derrota, com 30 gols marcados e 16 sofridos. A equipe não sofreu gols em apenas 2 dessas partidas. O Vancouver, por sua vez, registrou 5 vitórias, 4 empates e 3 derrotas nos últimos 12 jogos fora de casa, com 22 gols marcados e 15 sofridos. Perdeu apenas 3 vezes como visitante na temporada. A força ofensiva do mandante vai encarar um visitante que raramente perde, mas a defesa do Vancouver que contribuiu para uma sequência de jogos sem sofrer gols fora de casa não estará completa nesta partida.
Navarro é uma das novidades no ataque do St. Louis. Ele estreou entrando no segundo tempo contra o Vancouver em setembro e, nas 6 partidas seguintes como titular, marcou 7 gols e deu 2 assistências. Em 12 de outubro, contra o LA Galaxy, participou dos 2 primeiros gols de Holse e marcou outros 2. Holse completou um hat-trick ainda no primeiro tempo. Ainda assim, os 6 gols naquela partida saíram em 6 finalizações no alvo. Não há motivo suficiente para esperar que o St. Louis repita essa mesma eficiência na próxima partida.
O Vancouver não venceu nas últimas 3 partidas pela liga. Na derrota por 3 a 1 para o Chicago Fire fora de casa, Cubas, Ocampo e Priso começaram no banco. Depois, contra o LAFC, Blackmon foi expulso aos 7 minutos. Mesmo com um jogador a menos, o Vancouver teve a posse de bola e empatou por 1 a 1. Por isso, é difícil usar a atuação defensiva contra o Chicago como referência para a provável escalação desta partida. Ainda assim, a suspensão de Blackmon vai obrigar a equipe a mudar novamente a dupla de zaga.
Equipes Vancouver Whitecaps FC: principais desfalques nesta partida: Blackmon, Müller e Badwal / possíveis substitutos: Laborda ou Veselinović na zaga; Gauld e Larraz na articulação ofensiva St. Louis City SC: principais desfalques nesta partida: Martins e Hiebert / impacto esperado: pequeno sobre a escalação titular recente
Além de Blackmon, Müller e Badwal também estão fora do Vancouver por lesões na coxa. Mesmo sem Müller, que atua mais adiantado, e Badwal, do meio-campo, a equipe conseguiu manter a posse contra o LAFC com Gauld, Larraz e Cubas. O problema é que, se eles começarem como titulares, haverá menos opções para mudar o ataque caso o time saia atrás no placar. Martins e Hiebert, do St. Louis, não tiveram minutos em campo nesta temporada e devem ter pouco impacto na formação titular recente.
A carga de jogos pesa de maneiras diferentes para cada lado. O St. Louis enfrenta o Vancouver 3 dias depois de jogar contra o LA Galaxy; depois, encara o Minnesota United e disputa a final da US Open Cup. O técnico Damet já poupou Totland em uma partida da liga antes de uma semifinal da copa, mas a partida contra o Vancouver não é a que antecede a final. Navarro não pode atuar na decisão da copa, então não há motivo para poupar seus minutos pensando nesse jogo. O Vancouver teve um dia a mais de descanso, mas esta será a terceira partida de uma sequência de 5 jogos fora de casa. Considerando também o longo período com um jogador a menos diante do LAFC, a diferença de um dia de descanso não basta para definir quem chega em vantagem física.
No retrospecto geral, o Vancouver leva vantagem, com 4 vitórias, 1 empate e 2 derrotas em 7 confrontos. Porém, os técnicos atuais só se enfrentaram uma vez, em 6 de setembro. Naquela ocasião, o St. Louis venceu por 3 a 1 fora de casa. Navarro estreou aos 61 minutos, enquanto White entrou no intervalo pelo Vancouver. Agora, ambos devem começar entre os titulares. Os 8 gols que White marcou contra o St. Louis em confrontos anteriores foram todos antes da chegada do técnico Damet.
2. Análise do confronto
As duas equipes querem avançar pelo campo mantendo a posse de bola. Sob o comando de Damet, o St. Louis usa uma linha de 3 defensores e a ligação com o meio-campo, enquanto Navarro pressiona a saída de bola do adversário. O Vancouver tenta superar a pressão com a ajuda de Cubas e Larraz. O técnico Sørensen também demonstrou preocupação com a intensidade e a pressão do St. Louis, e Cubas destacou a importância de manter a posse. Por isso, o destino do primeiro passe dos zagueiros visitantes e a posição em que Cubas recebe a bola podem influenciar o tempo que o Vancouver terá para atacar no início da partida.
Se o St. Louis recuperar a bola no campo de ataque, o Vancouver terá de enfrentar Navarro e Holse antes de reorganizar a defesa. Navarro contribui tanto na pressão quanto na construção das jogadas, e o mandante já mostrou que consegue transformar perdas de bola do adversário em gols. Laborda deve ocupar a vaga de Blackmon ao lado de Priso. Os dois atuaram juntos depois da expulsão contra o LAFC e, mesmo com um jogador a menos, sofreram apenas 1 gol. Ainda assim, essa única partida não basta para concluir que conseguirão conter os ataques do St. Louis pelo meio.
Por outro lado, se o Vancouver superar a primeira linha de pressão com Cubas e Larraz, os atacantes do St. Louis, incluindo Navarro, terão de correr atrás da bola. O visitante pode avançar até perto da área com as subidas de Ocampo pela direita e as ligações de Gauld. Contra o LAFC, o Vancouver manteve 53,8% de posse de bola durante toda a partida, mesmo com 10 jogadores. Se conseguir repetir esse controle, o St. Louis terá menos tempo para atacar. Mas ter a bola por mais tempo não é o mesmo que finalizar em boas condições: também será importante observar se White recebe a bola em posições perigosas.
Quando o St. Louis estiver com a posse, a ligação pelo meio entre Edelman, Totland e Wallem será importante. No confronto de setembro em Vancouver, o time da casa abriu o placar aos 2 minutos, mas o St. Louis encontrou espaços com passes curtos e marcou 3 gols ainda no primeiro tempo, chegando pelo centro da área. O gol sofrido pelo St. Louis começou com um passe impreciso de Edelman, interceptado por Sabbi. Aquele jogo mostrou tanto como Edelman pode levar a bola para a frente quanto o risco de perda quando sofre pressão. Desta vez, Navarro deve participar do ataque desde o início, enquanto Müller, Badwal e Blackmon, titulares do Vancouver em setembro, estarão ausentes.
Mesmo que o Vancouver consiga fechar o meio, o St. Louis tem outras maneiras de marcar. Em uma bola parada de Matan, McNaughton fez um gol de cabeça. Contra o New York Red Bulls, Becher e Ostrák entraram no segundo tempo e marcaram 2 gols no fim da partida. Damet tem feito substituições de atacantes entre os 70 e os 80 minutos para buscar mais gols. Se o Vancouver chegar ao segundo tempo atrás no placar, Sørensen não poderá colocar White e Larraz em campo como fez em setembro, já que desta vez ambos devem ser titulares. Naquele confronto, o Vancouver fez 3 substituições no intervalo, incluindo os dois, mas não acertou o alvo nenhuma vez no segundo tempo.
O Vancouver também tem caminhos para explorar a defesa do St. Louis. O passe de Ocampo pela direita iniciou o gol de abertura contra o LAFC, e o escanteio cobrado por Larraz resultou no gol de cabeça de Laborda contra o Chicago Fire. White, que soma 17 gols na temporada, também pode aproveitar cruzamentos dentro da área. O St. Louis sofreu 16 gols nos últimos 11 jogos em casa e, mesmo na vitória por 6 a 2 sobre o LA Galaxy, permitiu chances que correspondiam a 1,96 de gols esperados. Se o Vancouver escapar da pressão para avançar pelas laterais ou conseguir bolas paradas, pode encontrar uma oportunidade para marcar.
O placar em que essas chances surgirem será importante. O Vancouver perdeu as 4 partidas em que terminou o primeiro tempo atrás no placar nos últimos 10 jogos. Esse recorte não prova que sofrer o primeiro gol determine uma derrota, mas também faltam exemplos recentes de viradas após substituições ofensivas. Por outro lado, sair na frente não garantiu a vitória contra o LAFC: logo no início do segundo tempo, o Vancouver sofreu o empate após um cruzamento pela lateral e uma cabeçada. Como o St. Louis já mostrou em setembro que pode sofrer primeiro e reagir ainda no primeiro tempo, a capacidade das duas equipes de se defender depois de abrir o placar será colocada à prova.
Também é importante separar os problemas defensivos recentes do Vancouver de acordo com os jogadores em campo. O xG contra de 3,86 diante do Chicago Fire veio em uma partida em que Cubas, Ocampo e Priso não foram titulares. Contra o LAFC, com os três de volta, o xG contra foi de 1,13, mesmo com um jogador a menos. Isso não elimina as preocupações com a defesa. Contra o DC United, o Vancouver cedeu chances equivalentes a 2,42 de xG, e agora outro jogador terá de ocupar o lugar de Blackmon. O St. Louis pode voltar a chegar pelo centro da área como fez em setembro? O Vancouver conseguirá manter a bola como contra o LAFC e reduzir o número de ataques do adversário? As respostas a essas duas perguntas estão ligadas.
3. Palpite e conclusão
Nossa previsão é de vitória do St. Louis City SC por 3 a 1. Acreditamos que Navarro vai pressionar o primeiro passe da defesa do Vancouver e que o mandante pode recuperar a bola e chegar primeiro ao gol pelo centro da área, com a participação de Edelman, Totland e Wallem. Se o visitante avançar em busca do empate, o St. Louis poderá tentar ampliar com Navarro e Holse e, depois, com as opções que entrarem no segundo tempo. O Vancouver também pode marcar 1 gol em um cruzamento de Ocampo ou em uma bola parada de Larraz.
O mercado também aponta o St. Louis como favorito, mas considera pequena a diferença entre as equipes, levando em conta a liderança do Vancouver no Oeste e seus números de 61 gols marcados e 30 sofridos na temporada. Há bons motivos para valorizar esse desempenho e a força do Vancouver fora de casa. Ainda assim, a equipe terá de montar a zaga sem Blackmon e provavelmente começar a partida sem Müller e Badwal, enquanto White e Larraz devem ser titulares. Como Sørensen terá menos opções de ataque para usar no segundo tempo se o time sair atrás — em comparação com o confronto de setembro —, vemos mais chance de o St. Louis marcar novamente na etapa final.
Nossa previsão pode mudar se o Vancouver conseguir superar a pressão do St. Louis desde o início com Cubas e Larraz. Nesse cenário, o mandante teria menos ataques, enquanto Ocampo encontraria mais oportunidades para avançar e servir White. Aí, um jogo equilibrado, decidido por apenas 1 gol ou até um empate, pareceria mais provável do que uma vitória do St. Louis por 2 gols de diferença.