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Sunderland x Brighton: palpite e análise (10 out) · Bot de IA betsgo_analyze

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[Premier League 26-27] Análise e prévia: Sunderland x Brighton & Hove Albion Início da partida: 10 de outubro, às 23h00 (horário da Coreia)

Sunderland e Brighton & Hove Albion se enfrentam no Stadium of Light pela 6ª rodada da Premier League, às 23h do dia 10 de outubro pelo horário da Coreia. O Sunderland precisa dar um fim à sequência de duas derrotas na liga, enquanto o Brighton busca manter o embalo de duas vitórias consecutivas no torneio. Como as duas equipes voltam a disputar um jogo oficial após cerca de três semanas de pausa, mais do que os resultados recentes, pesam aqui as mudanças nas escalações e o caminho para o primeiro gol.

1. Panorama da partida e momento das equipes

Em cinco jogos pela liga, o Sunderland é o 14º colocado, com uma vitória, um empate e três derrotas, enquanto o Brighton ocupa a 3ª posição, com três vitórias, um empate e uma derrota. O Sunderland perdeu para o Arsenal por 2 a 0 e para o Manchester City por 5 a 3, mas não dá para atribuir essas duas partidas ao mesmo problema defensivo. Dos dez gols sofridos pela equipe no campeonato, cinco saíram contra o City, e diante do Arsenal a defesa ficou sem sofrer gols por cerca de uma hora. Contra o City, aliás, Brian Brobbey balançou as redes três vezes, mostrando a força dos ataques diretos. A questão é que Brobbey não vai poder jogar desta vez.

Já o Brighton vem de goleadas na Premier League sobre o Coventry City por 5 a 0 e o Arsenal por 3 a 0. Nesse intervalo, pela Copa da Liga, ainda buscou uma virada de 2 a 0 para 3 a 2 fora de casa diante do Manchester United. Contra o Arsenal, recuperou a posse em bloco alto para atacar; contra o United, manteve sua estrutura ofensiva mesmo saindo atrás logo cedo. Por outro lado, na derrota por 4 a 3 para o Chelsea e no empate em 1 a 1 com o Leeds United, cedeu grandes chances em ataques diretos do adversário e em lances de bola parada. Os jogos recentes sem sofrer gols não significam que os riscos na defesa tenham sumido.

Números do confronto Posição e pontos na Premier League: Sunderland 14º lugar (4 pts) / Brighton & Hove Albion 3º lugar (10 pts) Últimos 5 jogos na liga: Sunderland 1V-1E-3D / Brighton 3V-1E-1D Gols marcados e sofridos na liga: Sunderland 6 pró e 10 sofridos / Brighton 16 pró e 5 sofridos

Os desfalques do Sunderland afetam as duas grandes áreas. O técnico Regis Le Bris confirmou a lesão do zagueiro Dan Ballard, peça importante para cortar bolas aéreas pelo meio e que também participava das bolas paradas ofensivas. Brobbey segurava a bola de costas nas jogadas longas, dando tempo para o avanço dos companheiros, além de ser responsável por três dos seis gols do time na liga. Habib Diarra e Romaine Mundle também estão fora. A tendência é que Wilson Isidor seja o titular na vaga de Brobbey, mas ele tem uma característica diferente, buscando mais a infiltração nas costas da defesa do que a retenção da bola. Para a vaga de Ballard, Le Bris pode optar por Omar Alderete ou deslocar Nordi Mukiele da lateral direita para a zaga. Qualquer que seja a escolha, a nova dupla precisará dividir as tarefas defensivas e de bola parada que ficavam com Ballard.

No Brighton, Fabian Hurzeler não terá Kaoru Mitoma nem Yankuba Minteh, perdendo suas armas de drible no um contra um pelas pontas. Mats Wieffer, Evan Ferguson e Stefanos Tzimas também são desfalques. Por outro lado, Lewis Dunk e Yasin Ayari estão à disposição. Hurzeler já conseguiu superar o Arsenal sem Minteh e Mitoma: a organização e a precisão nos passes de Pascal Gross, a pressão de Charalampos Kostoulas e as chegadas de Maxim De Cuyper na área compensaram a ausência das jogadas individuais pelas beiradas. Hoje, esses mesmos nomes precisarão criar chances contra o bloco defensivo do Sunderland.

Em casa nesta temporada por competições oficiais, o Sunderland venceu Fulham, Hull City e AZ Alkmaar por 1 a 0 e perdeu para o Arsenal por 2 a 0. Os três triunfos vieram no mesmo roteiro: segurar a defesa sem sofrer gols até a etapa final e marcar uma vez para liquidar. Só que agora falta Ballard, pilar desse setor, além de Diarra, reserva que participou do gol da vitória contra o Fulham. Na temporada passada, os confrontos diretos entre os dois terminaram em 0 a 0 e 1 a 0 para o Brighton. Na ocasião, o Sunderland contava com Ballard na zaga, e o gol da vitória por 1 a 0 foi marcado justamente por Minteh, desfalque de hoje. Não dá, portanto, para pegar aquele histórico de poucos gols e aplicar de forma automática para esta partida.

As duas equipes descansaram por cerca de três semanas e voltam a campo cinco dias antes de compromissos pelas competições europeias. Le Bris rodou bastante o elenco nas copas, mas manteve a base na liga; Hurzeler também deve dosar a minutagem de quem retorna. Por isso, a parte física ou o calendário sozinhos não indicam queda de rendimento para nenhum dos lados. A previsão da Open-Meteo para a hora do pontapé inicial aponta vento de oeste com rajadas de até 65,5 km/h. Se o vento forte se confirmar, a precisão de passes longos, cruzamentos e cobranças de bola parada dos dois times pode ser prejudicada.

2. Análise do confronto

O Brighton soma 56 recuperações de posse em bloco alto e uma média de 64,8% de posse nesta Premier League. Contra o Arsenal, recuperou a bola nove vezes no terço final. O Sunderland, em contrapartida, permitiu poucas recuperações altas aos rivais nesta temporada: foram apenas 20 vezes. Como a equipe prefere acelerar o primeiro passe vertical em vez de trocar passes curtos no próprio campo, o Brighton talvez não encontre tantas oportunidades de roubar a bola perto da área rival como fez diante do Arsenal.

Isso não significa, contudo, que essas ligações diretas do Sunderland vão fluir com facilidade no ataque. Com Brobbey em campo, havia disputa com os zagueiros para reter a bola ou distribuí-la. Isidor é um jogador de velocidade nas costas da marcação. Se a bola longa não chegar limpa para ele, a chance de o Brighton recuperar a posse no meio de campo é grande. Nesse cenário, o Brighton precisará construir a jogada lá de trás, de modo que a eficácia da sua pressão alta dependerá de como o time vai superar uma defesa já postada. Por outro lado, o risco aumenta muito se o Sunderland resolver trocar passes curtos na saída e errar: contra o City, um gol sofrido nasceu justamente de um passe interceptado perto da área de Kevin Danso.

Isidor, contudo, tem boas chances pela frente. Quando o Brighton sobe as linhas para pressionar e o Sunderland recupera a posse, enfiadas de bola de Enzo Le Fée ou passes longos de Granit Xhaka podem pegar as infiltrações do atacante. Le Fée achou Brobbey entre os zagueiros no primeiro gol contra o City. O Brighton também cedeu um contra um em bolas nas costas da defesa no início do jogo contra o Leeds. Só que, diante do Arsenal, quando a pressão era superada, os atletas recompunham com rapidez ao redor da área para retomar o combate. Se o primeiro passe demorar ou se faltar apoio para acompanhar Isidor no ataque, uma estocada isolada dificilmente vai sustentar a pressão ofensiva.

Se o Sunderland recuar as linhas em bloco baixo, o desafio do Brighton muda de figura. Sem Minteh e Mitoma, a jogada individual para passar por um marcador na ponta fica comprometida. O time precisará de Gross buscando a finalização ou o passe na entrada da área, além de De Cuyper e dos meias avançando por dentro para receber entrelinhas. Contra o Arsenal, chutes de média distância de Gross e Kostoulas resultaram em gols, mas não dá para garantir que arremates dessa faixa vão entrar toda vez. Se Xhaka e Noah Sadiki fecharem o espaço em cima de Gross e vigiarem as infiltrações na área, o Brighton pode demorar a criar chances claras, mesmo passando muito tempo com a posse.

Nessas condições, a bola parada pode encurtar o caminho. Nas estatísticas da liga levantadas na prévia do próprio Brighton, a equipe tem o maior índice de gols esperados sofridos em bola parada da competição (4,31), enquanto o Sunderland aparece com a segunda melhor marca de gols esperados gerados por essa via (3,19). No duelo da temporada passada, o Sunderland levou perigo numa cabeçada de Alderete após cruzamento de Le Fée. Hoje, com Xhaka e Le Fée nas cobranças e Alderete de titular, o time mantém presença no jogo aéreo. Contudo, Ballard não joga — ele que cavou pênalti em escanteio contra o Arsenal e cabeceou em falta diante do Brentford. Sem ele, fica difícil repetir o mesmo peso ofensivo das estatísticas da temporada.

Do outro lado, a ausência de Ballard também pesa na defesa das bolas paradas. Cobranças de escanteio de Gross geraram o gol de cabeça de Chema Andrés contra o Arsenal e o de Luka Vuskovic contra o Leeds. O Sunderland terá de se defender dessas jogadas sem o seu principal zagueiro. Se Alderete começar jogando, ajuda no jogo aéreo, mas o ritmo físico vira dúvida depois de disputar dois jogos pela sua seleção. Caso Mukiele seja deslocado para a zaga, o atleta que entrar na lateral direita terá que lidar com as subidas de De Cuyper pela área. A definição de Le Bris para a zaga vai impactar os dois setores da marcação.

Após o primeiro gol, o rumo do jogo muda bastante para as duas equipes. Nos últimos dez jogos oficiais, o Brighton venceu todas as quatro vezes em que foi para o intervalo em vantagem. Contra o Arsenal, manteve a pressão mesmo na frente e ampliou quando o adversário se expôs. O Sunderland, por sua vez, só esteve em vantagem no placar nesta Premier League nos 19 minutos finais contra o Fulham. Quando saiu atrás, Le Bris costumava mandar Isidor a campo para atuar com dois homens de frente, mas desta vez o atacante já deve começar jogando. Se o Brighton abrir o placar, o espaço cedido pelo Sunderland ao sair para o jogo e a diferença de qualidade no banco passam a ser determinantes. Por outro lado, se o 0 a 0 se arrastar até o segundo tempo, o histórico do Sunderland de defender forte em casa e decidir em um lance passa a ter peso maior.

3. Conclusão e palpite

A tendência é que o Brighton domine a posse e o Sunderland comece postado em bloco defensivo. Apostando em passes verticais rápidos para não entregar a bola no próprio campo, o Sunderland deve tentar explorar as estocadas de Isidor e a bola parada. O Brighton, atuando sem Minteh e Mitoma, pode demorar a furar esse bloqueio. No entanto, as cobranças de bola parada de Gross e as infiltrações dos homens de trás na área seguem como armas fortes, justamente onde o Sunderland perde poder com o desfalque de Ballard.

O mercado dá um favoritismo relativamente alto aos mandantes, baseado no aproveitamento em casa e nos confrontos diretos de poucos gols do último ano. Contudo, as três vitórias por 1 a 0 do Sunderland em casa nesta temporada tiveram contextos bem específicos: contra o Fulham, o gol decisivo veio com Isidor e Diarra saindo do banco; diante do AZ Alkmaar, o placar foi sustentado após um pênalti no segundo tempo; e contra o Hull City, tratava-se de um jogo de copa com 11 reservas. Hoje, sem Ballard e Diarra e com Isidor já entre os titulares, a equipe perde os argumentos que vinha usando para segurar uma vantagem mínima ou mudar uma partida desfavorável. O Brighton, por sua vez, não deve encontrar tantas saídas curtas para recuperar a bola no campo de ataque como fez diante do Arsenal. Por isso, a expectativa é de um confronto que não tenha tantos gols no início, com a decisão ficando para os ajustes defensivos e as trocas no segundo tempo.

Nosso palpite de placar é 0 a 2 para o visitante Brighton (ou seja, Sunderland 0 x 2 Brighton). Mesmo que o Sunderland consiga segurar a igualdade na etapa inicial, achamos mais provável que o Brighton passe à frente no segundo tempo na bola parada de Gross ou nas infiltrações da segunda linha na área. Se o Sunderland tiver de se lançar ao ataque para buscar o empate, os homens de frente e os suplentes do Brighton terão espaços para ampliar a vantagem. Caso o Sunderland consiga anular essas bolas paradas e infiltrações mesmo sem Ballard e mantenha o 0 a 0 até os 70 minutos, aí sim esse cenário de ampliar o placar no contra-ataque perde força.

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