[Amistoso internacional masculino de futebol 2026] Prévia e análise: Coreia do Sul x Uzbequistão Início da partida: 6 de outubro, às 20h (horário da Coreia)
Coreia do Sul e Uzbequistão se enfrentam em um amistoso internacional masculino de futebol no dia 6 de outubro, às 20h, no Yongin Mireu Stadium. Para os sul-coreanos, será o último jogo dos quatro amistosos disputados entre setembro e outubro. O técnico interino Robert Moreno precisa buscar um bom resultado e corrigir o início ruim que se repetiu nos três jogos anteriores. Depois de duas vitórias seguidas desde a Copa do Mundo, o Uzbequistão vai testar se consegue manter a nova pressão alta também fora de casa contra a Coreia do Sul.
1. Panorama da partida e das equipes
Sob o comando de Moreno, a Coreia do Sul venceu o Equador por 3 a 0, perdeu para o Uruguai por 4 a 1 e empatou por 0 a 0 com a Venezuela. Mais do que a campanha de 1 vitória, 1 empate e 1 derrota, chama atenção a diferença entre os tempos. Os sul-coreanos não marcaram no primeiro tempo e só sofreram 3 gols na etapa inicial contra o Uruguai. No segundo tempo, o saldo foi de 4 gols marcados e 1 sofrido. Moreno reconheceu que a equipe teve um desempenho pior na primeira etapa e explicou que não é fácil fazer ajustes táticos durante o jogo, por isso as mudanças vieram no intervalo. Contra o Uruguai, a equipe já perdia por 3 a 0 antes dos ajustes; diante da Venezuela, não conseguiu marcar mesmo depois deles.
Jogos recentes Resultados: Coreia do Sul, 1 vitória, 1 empate e 1 derrota em 3 jogos sob Moreno, com 4 gols marcados e 4 sofridos / Uzbequistão, 2 vitórias em 2 jogos desde a Copa do Mundo, com 7 gols marcados e 2 sofridos Desempenho: Coreia do Sul, 0 gols marcados e 3 sofridos no primeiro tempo, 4 marcados e 1 sofrido no segundo / Uzbequistão, saiu na frente no primeiro tempo contra Irã e Síria Fatores individuais para esta partida: dúvida sobre a presença de Kim Min-jae pela Coreia do Sul e liberação de Cho Gue-sung / Eldor Shomurodov ficou fora do time titular do Uzbequistão contra a Síria
O problema da Coreia do Sul no primeiro tempo ficou evidente diante da pressão alta dos adversários. Contra o Uruguai, a equipe perdeu a bola no próprio campo e sofreu o primeiro gol logo após um passe em profundidade. Moreno disse que faltavam opções para receber a bola pelo meio e que a equipe teve dificuldades para escapar da pressão adversária. Mesmo com Hwang In-beom de volta ao time titular contra a Venezuela, a Coreia do Sul teve dificuldade para levar a bola da defesa ao ataque. A questão não se resolve apenas com a presença de Hwang In-beom: também importa quem aparece à frente dele para receber o passe. A Venezuela ainda bloqueou a jogada de Lee Kang-in, que partia da direita para cortar para dentro e usar a perna esquerda. O primeiro chute sul-coreano só saiu perto do fim do primeiro tempo.
Também houve sinais de melhora depois do intervalo. Contra o Equador, Moreno ajustou a pressão e a saída de bola durante o intervalo, e a Coreia do Sul abriu vantagem no começo do segundo tempo com gols de Oh Hyeon-gyu e Son Heung-min. Ainda assim, o primeiro gol desviou em um defensor adversário e o segundo veio em uma cobrança direta de falta de Son. A longa viagem do Equador e a queda física da equipe no segundo tempo também devem ser consideradas ao avaliar o resultado. Contra o Uruguai, a Coreia do Sul mudou o posicionamento dos volantes e criou mais chances depois do intervalo, mas não conseguiu impedir um cruzamento na área e sofreu mais um gol. É preciso separar a melhora ofensiva no segundo tempo da ideia de que os problemas defensivos também foram resolvidos.
O Uzbequistão vinha de uma sequência de 5 derrotas, incluindo 3 na Copa do Mundo, contra Canadá, Países Baixos, Colômbia, Portugal e República Democrática do Congo. Depois, venceu o Irã por 3 a 1 e a Síria por 4 a 1. O técnico Fabio Cannavaro deixou de lado a linha de cinco que usou principalmente na Copa e, nos dois jogos recentes, adotou uma linha de quatro para pressionar alto e acelerar as transições. Aos 10 minutos contra o Irã, Eldor Shomurodov aproveitou um passe errado de um defensor rival perto da área e marcou o primeiro gol. Diante da Síria, Shomurodov começou no banco e Husain Norchaev foi escalado como centroavante. Norchaev marcou duas vezes, e o Uzbequistão venceu mesmo utilizando 18 jogadores.
Essa sequência de duas vitórias também precisa ser colocada em contexto. Os dois jogos foram em casa, contra seleções asiáticas. Contra o Irã, os uzbeques perderam o controle da partida quando o rival colocou Sardar Azmoun em campo no segundo tempo e reorganizou a equipe. A vitória sobre a Síria tampouco prova que a mesma pressão vai funcionar fora de casa contra a Coreia do Sul. Cannavaro afirmou que sua equipe também vai jogar de forma ofensiva contra os sul-coreanos. Quanto tempo conseguirá manter a pressão, só a partida vai mostrar.
Na escalação sul-coreana, Kim Min-jae é a principal dúvida. Ele não participou dos treinos com o grupo nos dias 4 e 5 de outubro e fez trabalho de recuperação. Um representante da seleção explicou que a situação não é grave a ponto de exigir sua liberação e que ele parece estar sentindo o acúmulo de fadiga. Caso Kim Min-jae não jogue, a expectativa é que Kim Tae-hyeon, do Kashima Antlers, e Lee Han-beom formem a dupla de zaga, mas a escalação ainda não foi confirmada. Kim também não completou os 90 minutos em nenhum dos três jogos anteriores. Cho Gue-sung foi liberado da convocação por sobrecarga muscular, sem substituto. A Coreia do Sul vem jogando a cada quatro dias desde 24 de setembro. O Uzbequistão terá cinco dias de descanso entre a partida contra a Síria, em 1º de outubro, e o duelo com os sul-coreanos; Shomurodov também não foi titular naquele jogo.
A Coreia do Sul ocupa o 32º lugar no ranking da FIFA, acima do Uzbequistão, que está em 59º, e leva vantagem no retrospecto, com 11 vitórias, 4 empates e 1 derrota em 16 confrontos. Mas o último duelo foi um amistoso em 2018, vencido pelos sul-coreanos por 4 a 0. Desde então, os dois times trocaram de técnicos e de jogadores, e o Uzbequistão também mudou sua forma de defender. Para entender esta partida, importa mais como a Coreia do Sul vai avançar com a bola diante da pressão adversária do que a vantagem histórica.
2. Análise do confronto
O primeiro duelo tático será entre a pressão alta do Uzbequistão e a saída de bola da Coreia do Sul. Contra o Irã, os uzbeques transformaram um erro de passe de um defensor rival em gol imediatamente. No primeiro tempo diante do Uruguai, a Coreia do Sul perdeu a bola e sofreu um gol após um único passe vertical; contra a Venezuela, Hwang In-beom recebeu dos zagueiros sem encontrar opções de passe à frente. Se os sul-coreanos mantiverem Son Heung-min e Oh Hyeon-gyu adiantados, mas não oferecerem opções no meio-campo, o Uzbequistão poderá roubar a bola no campo rival e acionar Shomurodov rapidamente.
A resposta da Coreia do Sul depende de onde os jogadores vão aparecer para receber à frente de Hwang In-beom. Há quem cogite usar Lee Jae-sung pelo meio ou trazer Lee Kang-in para dentro, mas essa não é uma escalação confirmada pelo técnico. Se os sul-coreanos encontrarem conexões pelo meio, a pressão alta do Uzbequistão pode acabar se voltando contra a própria equipe. Sem conseguir recuperar a bola adiantada, os uzbeques terão de lidar com as infiltrações de Son Heung-min e Oh Hyeon-gyu nas costas da defesa. O primeiro gol contra o Equador começou com um passe vertical de Kim Min-jae. Se ele não jogar, outro defensor ou um meio-campista terá de fazer esse passe. A falta de jogos juntos da provável dupla de zaga também é um fator para a saída de bola no início da partida.
A presença de Kim Min-jae também pode fazer diferença nas jogadas depois que a Coreia do Sul perde a bola. Contra a Venezuela, ele foi elogiado por conter no campo defensivo os ataques adversários que escaparam da pressão alta. Se os laterais sul-coreanos avançarem e a equipe perder a bola, o Uzbequistão poderá atacar o espaço às costas deles. O gol nos acréscimos contra o Irã saiu em um contra-ataque: depois que o rival avançou, a bola veio pela esquerda e Husain Norchaev finalizou. Contra a Síria, Norchaev marcou de cabeça após um cruzamento de Abbosbek Fayzullaev pela esquerda. Também será importante ver como a defesa pelo lado direito da Coreia do Sul vai conter o ataque pela esquerda do Uzbequistão depois que seus jogadores avançarem. Ainda assim, não dá para partir do princípio de que todos os jogadores envolvidos nesses gols recentes serão titulares contra os sul-coreanos.
A Coreia do Sul também pode explorar os lados do campo. O Uzbequistão sofreu um gol contra o Irã e outro contra a Síria; nos dois casos, a bola veio de um cruzamento pela esquerda e acabou desviada para dentro da própria meta durante a disputa na área. Depois da entrada de Azmoun contra o Irã, o rival aumentou o perigo na área e tomou conta do segundo tempo. Se a Coreia do Sul cruzar pelas pontas e Oh Hyeon-gyu atacar a área, a defesa uzbeque terá de lidar novamente com uma situação parecida com as dos gols sofridos recentemente. Sem Cho Gue-sung, os sul-coreanos também podem colocar Oh Se-hun no segundo tempo para disputar bolas aéreas. Nesse caso, precisam ter em campo tanto quem vai cruzar quanto jogadores atacando a área.
O resultado do primeiro tempo também vai influenciar as escolhas dos técnicos depois do intervalo. Se o Uzbequistão sair na frente, a Coreia do Sul pode buscar o empate com os ajustes de posicionamento que Moreno fez no intervalo nos jogos anteriores. Se os uzbeques continuarem pressionando alto, haverá espaço para atacar nas costas da defesa; se recuarem e aumentarem o número de jogadores atrás, terão de conter os cruzamentos e as jogadas sul-coreanas na área. Por outro lado, se a Coreia do Sul melhorar a conexão pelo meio e marcar primeiro, o Uzbequistão provavelmente avançará em busca do empate. Isso pode abrir espaço para as infiltrações dos atacantes sul-coreanos, mas os contra-ataques nas costas dos laterais também continuarão sendo uma ameaça. Para os dois times, será importante definir a altura da defesa depois de abrir o placar.
Os resultados recentes não bastam para resumir o confronto como uma vantagem da Coreia do Sul por jogar em casa ou como uma dificuldade do Uzbequistão fora de casa. As últimas quatro derrotas uzbeques como visitante foram contra Canadá, Países Baixos, Portugal e República Democrática do Congo; os jogos da Copa do Mundo foram classificados como partidas em casa ou fora pelo formato do torneio. A sequência atual de duas vitórias veio com o novo esquema de pressão, mas contra adversários e em condições diferentes das desta partida. O retrospecto recente de 16 jogos da Coreia do Sul também inclui 13 partidas sob o comando do ex-técnico Hong Myung-bo. Para avaliar o duelo tático de hoje, é melhor se ater à amostra curta dos 3 jogos da Coreia do Sul sob Moreno e dos 2 jogos recentes do Uzbequistão.
3. Palpite final e conclusão
Nosso palpite de placar é Coreia do Sul 2 a 2 Uzbequistão. Acreditamos que o Uzbequistão tem boas chances de pressionar o primeiro passe sul-coreano ou atacar pelo lado esquerdo para sair na frente no primeiro tempo. Depois do intervalo, a Coreia do Sul pode marcar 2 gols com cruzamentos pelas pontas e bolas paradas, após ajustar o posicionamento no meio-campo. Mesmo que os sul-coreanos empatem ou virem o jogo, o Uzbequistão pode avançar novamente e atacar o espaço às costas do lateral-direito da Coreia do Sul. A ordem dos gols pode mudar, mas esperamos que cada equipe marque no seu melhor momento e também sofra gols diante dos ataques do rival.
Esta projeção parte do fato de que a Coreia do Sul não marcou no primeiro tempo em nenhum dos 3 jogos sob Moreno. A nova pressão do Uzbequistão ataca justamente o problema de conexão pelo meio que os sul-coreanos tiveram nesse período. A presença e os minutos em campo de Kim Min-jae podem afetar tanto o primeiro passe vertical quanto a capacidade de conter os ataques adversários depois de superar a pressão. No segundo tempo, esperamos que os ajustes de Moreno e as jogadas sul-coreanas na área testem a defesa do Uzbequistão, que sofreu gols recentemente ao tentar cortar cruzamentos.
O mercado tende a favorecer a Coreia do Sul pelo talento individual, pelo mando de campo e pelo retrospecto. Reconhecemos essa vantagem, mas faltam sinais de que os sul-coreanos vão transformar esse potencial em gols já no primeiro tempo. Também não há garantias de que o Uzbequistão consiga segurar uma vantagem construída antes do intervalo diante dos ajustes de Moreno. Por isso, preferimos o empate por 2 a 2 a uma vitória tranquila da Coreia do Sul. O principal fator que pode mudar esse palpite é a Coreia do Sul encontrar, já com a escalação titular, uma forma de conectar o meio-campo e escapar da pressão uzbeque desde o começo.