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Irlanda do Norte x Geórgia (5 out): prévia de bot de IA

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[Liga das Nações da UEFA 2026] Irlanda do Norte x Geórgia: análise e prévia Início da partida: 6 de outubro, às 03h45 (horário da Coreia)

Irlanda do Norte e Geórgia se enfrentam no Windsor Park, em Belfast, às 03h45 de 6 de outubro (horário da Coreia), pela 4ª rodada do Grupo 2 da Liga B da UEFA Nations League. No dia 26 de setembro, em Tbilisi, a Irlanda do Norte venceu por 1 a 0 com um gol de Shea Charles nos acréscimos do segundo tempo. Líder do grupo, a Irlanda do Norte tem a chance de abrir vantagem na briga pelo acesso; a Geórgia, lanterna, busca seu primeiro gol e sua primeira vitória no torneio.

1. Visão geral da partida e momento das equipes

Após 3 jogos no torneio Vitórias, empates, derrotas e pontos: Irlanda do Norte, 2 vitórias e 1 empate, 7 pontos / Geórgia, 1 empate e 2 derrotas, 1 ponto Gols marcados e sofridos: Irlanda do Norte, 4 marcados e 0 sofridos / Geórgia, 0 marcados e 2 sofridos

A Irlanda do Norte soma 7 pontos, três a mais que Ucrânia e Hungria. Uma vitória hoje garante que a equipe mantenha pelo menos três pontos de vantagem na liderança antes dos dois jogos restantes de novembro, independentemente do resultado do confronto entre Ucrânia e Hungria. Com 1 ponto, a Geórgia está três atrás de Ucrânia e Hungria e seis atrás da Irlanda do Norte. Após a derrota para os norte-irlandeses em setembro, o técnico Willy Sagnol foi demitido. Seu sucessor, Ramaz Svanadze, empatou por 0 a 0 com a Ucrânia e perdeu por 1 a 0 para a Hungria.

A diferença nos resultados recentes não pode ser explicada apenas pela diferença de nível entre as equipes. Nos últimos 10 jogos oficiais da Irlanda do Norte, segundo o Data Center, foram 5 vitórias, 1 empate e 4 derrotas, com 11 gols marcados e 8 sofridos. A Geórgia, por sua vez, somou 1 vitória, 1 empate e 7 derrotas em 9 jogos oficiais, com 7 gols marcados e 17 sofridos. As duas amostras incluem partidas das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo e desta edição do torneio. Dez dos 17 gols sofridos pela Geórgia vieram de quatro jogos contra Espanha e Turquia. O nível dos adversários pesa nos números defensivos, mas continua havendo um problema no ataque: a equipe ainda não marcou nem contra seleções da Liga B, como nesta competição.

Também não dá para atribuir os jogos sem sofrer gols da Irlanda do Norte neste torneio apenas à defesa. Em Tbilisi, Trai Hume tirou uma bola em cima da linha, e o goleiro Pierce Charles defendeu um chute à queima-roupa de Georges Mikautadze e um pênalti de Khvicha Kvaratskhelia. A defesa e o goleiro também precisaram intervir no segundo tempo contra a Hungria. Já fora de casa contra a Ucrânia, a Irlanda do Norte limitou as infiltrações pelo meio com uma linha defensiva em 5-4-1 e venceu por 3 a 0. A equipe manteve o placar zerado de maneiras diferentes nesses três jogos.

Os números como mandante e visitante também ajudam a entender o duelo. A Irlanda do Norte marcou 5 gols e sofreu 2 nos últimos 6 jogos em casa, incluindo amistosos. Considerando apenas os 4 jogos oficiais em casa, foram 3 gols marcados e 1 sofrido. A Geórgia perdeu os últimos 4 jogos oficiais como visitante. Essa sequência inclui partidas contra Espanha e Turquia, mas também uma derrota por 2 a 1 fora de casa para a Bulgária, que havia vencido por 3 a 0 em Tbilisi. A vantagem da Irlanda do Norte em casa tem vindo mais da solidez defensiva do que de muitos gols, enquanto a campanha da Geórgia como visitante não se explica apenas pela força dos adversários. É com esse retrospecto que a equipe chega a Belfast.

As duas seleções terão mudanças importantes na escalação. Daniel Ballard e Conor Bradley desfalcam a Irlanda do Norte. Sem Ballard, o trio formado por Tom Atcheson, Ruairi McConville e Ciaron Brown manteve o placar zerado contra a Ucrânia. Atcheson e o ala direito Brodie Spencer, porém, ficaram fora do treino de domingo por precaução e são dúvidas. Ethan Galbraith, que participou da pressão nos minutos iniciais contra a Hungria, voltou a treinar. Pela Geórgia, Otar Kiteishvili, responsável por passes verticais e finalizações no meio-campo, está fora. Mekvabishvili e Yegoyan devem ocupar sua vaga.

O confronto de 9 dias atrás serve de referência, mas não dá para projetar a mesma formação para hoje. A Geórgia escalou Kvernadze no 4-3-3 de Sagnol. Na partida mais recente sob o comando de Svanadze, contra a Hungria, a equipe usou o 3-4-1-2, e Kvernadze entrou no segundo tempo nos dois jogos disputados com o novo técnico. A Irlanda do Norte também mudou, passando de uma linha de quatro, quando Ballard estava disponível, para uma linha de três. As duas equipes voltam a campo cerca de 72 horas após a partida anterior e disputam o quarto jogo durante esta data FIFA. O desgaste é um fator comum, mas a posição mais afetada dependerá das escalações.

2. Análise do confronto

A bola parada é o caminho mais evidente para o ataque da Irlanda do Norte. Três dos 4 gols da equipe neste torneio nasceram de um arremesso lateral longo, de um escanteio ou de uma cobrança de falta distante. O gol da vitória no primeiro confronto também veio depois de a Geórgia não conseguir afastar um arremesso lateral longo: Hume cruzou e Shea Charles finalizou. Brown cobra os arremessos longos e também disputa as bolas pelo alto. McConville e Atcheson também avançam à área adversária para brigar pela bola. Se Atcheson não jogar, a equipe perde uma opção de referência, mas ainda pode recorrer a Brown e McConville.

O gol sofrido pela Geórgia contra a Hungria, quando usava três zagueiros, aponta para outra rota de ataque da Irlanda do Norte. A Hungria recuperou a bola no campo georgiano e cruzou pela direita; chegando ao segundo poste, Milos Kerkez cabeceou para marcar. A Irlanda do Norte também atacou pela direita contra a Ucrânia: Kieran Morrison cruzou e Isaac Price completou de cabeça no segundo poste. Como foram lances de partidas diferentes, não há garantia de que o mesmo gol se repita. Mas a Geórgia tem um problema claro: enquanto protege contra o cruzamento da direita, o ala do lado oposto precisa acompanhar quem aparece no segundo poste.

A pressão nos primeiros minutos em casa pode ajudar a Irlanda do Norte a iniciar esses ataques. No primeiro tempo contra a Hungria, a equipe interceptou passes apressados da defesa adversária e criou chances para Galbraith e Price. A Geórgia também perdeu a bola no próprio campo antes do gol da Hungria. Sem Kiteishvili, se o meio-campo georgiano não conseguir encontrar passes para avançar sob pressão, pode ter de recuar para os alas ou para o goleiro, ou simplesmente afastar a bola pela lateral. Os arremessos longos e escanteios que surgirem daí também serão oportunidades para a Irlanda do Norte. Mas, se a Geórgia escapar da pressão, Giorgi Chakvetadze e Kvaratskhelia poderão receber a bola às costas do meio-campo norte-irlandês, que estará mais avançado.

Quando fica sem a bola e precisa defender, a Irlanda do Norte terá de lidar com outro tipo de ameaça da Geórgia. No primeiro confronto, os georgianos tiveram 60% de posse de bola e finalizaram 6 vezes de dentro da área. Hume afastou em cima da linha um chute de Kvernadze após escanteio cobrado por Kvaratskhelia, e Mikautadze parou em uma defesa à queima-roupa de Pierce Charles. A Geórgia já mostrou que pode ameaçar a Irlanda do Norte. Mas aquela partida aconteceu antes da troca de técnico. Depois disso, contra a Ucrânia, 9 das 13 finalizações da Geórgia foram de fora da área; contra a Hungria, apesar de ter ficado mais tempo com a bola, a equipe perdeu por 26 a 8 em finalizações. Mesmo que tenha mais posse hoje, a Geórgia precisará de Chakvetadze encontrando passes entre as linhas e de seus atacantes recebendo a bola dentro da área para criar chances como as do primeiro confronto.

As cobranças de Kvaratskhelia são uma ameaça à parte. Se a Irlanda do Norte recuar como fez no 5-4-1 contra a Ucrânia, a Geórgia poderá atacar pelas laterais e em escanteios. No segundo tempo contra a Hungria, a Irlanda do Norte cedeu uma chance de cabeceio após um escanteio. Hoje, a defesa desfalcada de Ballard terá de lidar com as bolas paradas de Kvaratskhelia. Se Svanadze colocar Kvernadze em campo na casa dos 60 minutos, como fez nas duas partidas recentes, o jogador que finalizou naquele escanteio no primeiro confronto poderá voltar a ser uma opção pelo alto. Se Spencer não puder jogar e Hume for deslocado para a direita, a formação do meio-campo também poderá mudar.

A reação das equipes dependerá também de quem marcar primeiro. Se a Irlanda do Norte abrir o placar, é provável que recorra ao 5-4-1, como contra a Ucrânia, e tente impedir as infiltrações centrais da Geórgia. Se os alas georgianos avançarem em busca do empate, a Irlanda do Norte poderá explorar o espaço às costas deles. Contra a Ucrânia, a equipe marcou mais um gol em um contra-ataque pela direita mesmo depois de abrir vantagem. Se o 0 a 0 persistir, porém, a Irlanda do Norte pode diminuir o ritmo das investidas, como aconteceu contra a Hungria. O'Neill fez a primeira substituição depois dos 67 minutos nos três jogos deste torneio; Svanadze colocou atacantes em campo na casa dos 60 minutos. No segundo tempo, a concentração defensiva dos titulares norte-irlandeses será testada pelos duelos aéreos dos atacantes georgianos que entrarem.

Também é possível que a Geórgia marque primeiro. A Irlanda do Norte ainda não ficou atrás no placar neste torneio, então não deu para ver como a equipe aumentaria o número de jogadores no ataque depois de sofrer um gol. Para segurar uma vantagem, porém, a Geórgia terá de continuar afastando os arremessos laterais longos e os cruzamentos da Irlanda do Norte. Em Tbilisi, foi justamente esse tipo de ataque que resultou no gol da vitória nos acréscimos do segundo tempo. Seja qual for o autor do primeiro gol, a chance de sair o próximo dependerá de como a equipe que aumentar o número de jogadores no ataque lidará com as jogadas pelos lados e as bolas paradas do adversário.

3. Prognóstico e conclusão

Vejo a Irlanda do Norte como favorita para vencer por 1 a 0. A equipe pode pressionar a saída de bola da Geórgia nos primeiros minutos, aproveitar um arremesso lateral longo ou um escanteio para marcar e depois proteger a vantagem com o 5-4-1. Sem Kiteishvili, o meio-campo georgiano terá menos opções para escapar da pressão e encontrar passes para dentro da área. A Irlanda do Norte pode explorar as bolas paradas com Brown e McConville, e a Geórgia teve dificuldades contra a Hungria para defender o segundo poste após cruzamentos. O time da casa também está acostumado a proteger uma vantagem, o que reforça a possibilidade de uma vitória apertada.

O mercado coloca a Irlanda do Norte ligeiramente à frente, mas mantém cautela quanto ao número de gols. Essa avaliação leva em conta que a equipe não marcou em casa contra a Hungria e que a maior parte de seus gols no torneio veio de uma única partida, contra a Ucrânia. O ponto em que discordamos é que a Irlanda do Norte pode explorar a defesa georgiana do segundo poste em bolas paradas e cruzamentos sem precisar criar muitas chances. Também damos mais peso à queda no número de oportunidades dentro da área da Geórgia depois da troca de técnico do que aos nomes de seu ataque.

O principal fator para esse palpite é a capacidade da Irlanda do Norte de neutralizar as cobranças de Kvaratskhelia também no segundo tempo. A presença de Atcheson pode mudar o número de jogadores disponíveis para as disputas aéreas, e a entrada de Kvernadze daria à Geórgia mais uma opção de referência. Se a defesa norte-irlandesa sofrer um gol em um escanteio ou cruzamento nesse período, o placar previsto de 1 a 0 deixa de se sustentar.

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