Com Davide Nicola, o Venezia virou um time fechado, de poucos gols, que finaliza bastante, mas quase não marca. A Udinese chega com um novo técnico em sua primeira semana, uma linha de três zagueiros remendada e um ataque visitante pouco produtivo. A finalização é o ponto mais fraco dos dois times neste jogo. O cenário mais provável é que apenas um deles marque, se algum conseguir.
Nos quatro jogos da Serie A sob o comando de Nicola, o Venezia venceu o Napoli por 1 a 0 e depois perdeu por um gol para o Genoa, para a Inter e para o Como. Foi apenas um gol marcado em quatro partidas, e todas terminaram com menos de três gols. Contra o Genoa, o time finalizou 19 vezes e não marcou. Diante do Napoli, teve 29% da posse de bola, e Stankovic fez nove defesas. Nesses quatro jogos, só um gol em bola rolando passou por ele.
A Udinese não marcou em três dos últimos cinco jogos. Finalizou 20 vezes contra o Parma e saiu de campo sem balançar as redes. Seu melhor grupo de ataque é formado por Zaniolo, Davis e Ekkelenkamp, mas o rendimento fora de casa tem sido baixo, e um técnico em sua semana de estreia costuma começar deixando o time compacto.
A grande preocupação é a defesa da Udinese. Alaba e Zanoli estão fora, Solet é dúvida, e Okoye sofreu sete gols em 18 finalizações certas nos últimos três jogos. O melhor caminho do Venezia é buscar Adams e Yeboah nas bolas cruzadas por Kike Perez. Mas os jogos em que a Udinese sofreu muitos gols foram contra Roma, Milan e Lecce, ataques bem mais afiados que o deste Venezia.
Esperamos um primeiro tempo truncado, já que o Venezia quase não produz antes do intervalo sob o comando de Nicola. Quem marcar primeiro provavelmente vai recuar para segurar a vantagem. Por isso, ficamos com a aposta de que um dos dois ataques passe em branco.