O bloco defensivo do Schalke e as alterações ofensivas do Leipzig para o decorrer do jogo fazem deste confronto um teste de paciência e de passes na segunda fase de construção. Já a pressão do Stuttgart impõe ao Leverkusen um desafio diferente logo na primeira saída de bola, com os dois lados capazes de criar chances logo cedo. Enquanto isso, Augsburg e Freiburg devem alternar a pressão pelos lados com transições diretas e disputas de segunda bola. No fim das contas, o fator decisivo nessas partidas será quem consegue construir uma nova chegada à área após a primeira investida.
O Schalke até consegue congestionar o meio de campo, mas seus ataques recentes em casa têm penado para transformar essas entradas na área em finalizações limpas. Com os desarmes sofridos sob pressão central e as fragilidades na criação pelo lado esquerdo, o passe logo após a recuperação ganha ainda mais peso. Karaman e Ljubicic voltaram apenas entrando no decorrer da partida contra o Dresden, enquanto Baumgartner e Nkunku, pelo Leipzig, são opções planejadas para o segundo tempo, e não titulares confirmados. Nusa tem recurso para conduzir a bola nos espaços abertos e Rômulo sabe receber pelo meio, permitindo uma segunda onda de ataque à medida que o jogo se abrir. Por isso, fico com o RB Leipzig para transformar o volume de jogo no gol da vitória.
O Stuttgart consegue recuperar a primeira bola no campo de ataque e acionar Undav ou Demirović, como mostrou na estreia diante do Atlético. O Leverkusen tem capacidade de responder com García e Fernández buscando Schick e Maza, e as cobranças de escanteio de García dão a Tapsoba outra alternativa após um corte da zaga. Stiller saiu machucado do último jogo de copa do Stuttgart e está fora; Diaby e Badé, do Leverkusen, também desfalcaram a equipe no torneio eliminatório mais recente, mas Schick, García, Tapsoba, Maza e Hofmann seguem à disposição. A facilidade do Leverkusen para montar uma segunda investida após perder a bola oferece à equipe um caminho mais consistente para vencer. Por isso, fico com o Bayer Leverkusen em casa.
O Freiburg pode levar perigo em cruzamentos de Günter ou Grifo procurando Matanović e, mais tarde, Goto, enquanto a linha de três zagueiros modificada do Augsburg terá de lidar com esses confrontos no alto. O Augsburg conta com uma resposta direta por meio de Behrens, Rieder e um homem de frente para escorar, além de Kade e Ibrahimović terem sido utilizados como opções para a etapa final na copa. Bah está suspenso após atuar no mata-mata, Brackelmann saiu lesionado contra o Union e Banks continua fora; pelo Freiburg, Treu foi substituído na copa e a composição das laterais segue indefinida. A minha expectativa é que o Augsburg mantenha uma capacidade de resposta como mandante por meio dessas jogadas diretas e das peças que entram depois. Por isso, fico com o Augsburg para somar pontos neste jogo.