Hamburgo x Gladbach coloca frente a frente duas equipes reativas que se sentem confortáveis sem a bola, e ambas perderam seu principal criador nesta semana. Os dois goleiros chegam embalados por uma ótima sequência de defesas no campeonato. O ataque do Hamburgo é o setor mais frágil em campo. Além disso, os dois confrontos anteriores sob o comando de Polzin no Hamburgo terminaram sem gols.
O Hamburgo registra entre 34% e 41% de posse de bola e finaliza apenas de uma a quatro vezes no alvo por jogo na liga. Com a ausência confirmada de Vieira, é improvável que essa produção aumente. Já o Gladbach não conta com Kühn, Bolin e Kleindienst, perdendo amplitude pelos lados e o seu segundo atacante, enquanto Honorat tem condições físicas apenas para entrar no decorrer da partida. O melhor caminho da equipe fica por conta dos contra-ataques com Mohya e Scally.
Os goleiros têm tanto peso aqui quanto os ataques. Heuer Fernandes fez 18 defesas em 21 finalizações certas nas suas últimas três partidas pelo campeonato. Batz, substituindo o lesionado Nicolas, não sofreu nenhum gol nas oito finalizações no alvo que enfrentou em suas duas partidas como titular.
O Gladbach sofreu gols cedo em várias partidas recentes, mas foram gols sofridos contra times de posse e controle de jogo, como Stuttgart, Hoffenheim e Köln. O Hamburgo não atua dessa forma. A dupla de zaga do Hamburgo chega remendada, com Vuskovic fora e Capaldo e Bornauw voltando aos treinos há pouquíssimo tempo. Isso dá um ponto de ataque para os contragolpes do Gladbach, mas o restante do setor ofensivo é limitado.
Espero uma primeira meia hora amarrada, com a torcida empurrando o Hamburgo a pressionar e nenhum dos dois querendo assumir o controle do jogo. Um único gol tende a ser o ponto de virada da partida e, se o placar continuar empatado por volta dos 60 minutos, as opções escassas no banco apontam para um desfecho com poucos gols. Por isso, fico com um jogo de placar baixo.