[NBA 26-27] Prévia de análise: Charlotte Hornets x Boston Celtics Início da partida: 6 de novembro, às 21:00 (horário de Brasília)
O Charlotte Hornets tem criado mais posses ofensivas através dos rebotes, mas vem desperdiçando essa vantagem com turnovers frequentes. Hoje, sem seu principal criador de jogadas e seu líder em rebotes, a chave do jogo será suportar a forte pressão defensiva do Boston Celtics.
1. Panorama da partida e momento das equipes
Sob o comando do técnico Charles Lee, o Charlotte Hornets cometeu uma média de 19,2 turnovers por partida em seus 9 jogos de temporada regular até aqui. Embora lidere na média de rebotes por 46,1 a 40,1, a equipe não tem conseguido transformar essa posse extra em cestas porque perde a bola com facilidade (segundo a central de dados). No confronto recente contra o Philadelphia 76ers, vencia por 97 a 90 a cerca de 5 minutos do fim, mas acabou cedendo o quarto período por 21 a 32. Diante do Brooklyn Nets, não conseguiu sustentar a liderança conquistada no primeiro tempo, e contra o Detroit Pistons cometeu nada menos que 27 turnovers. As oscilações ofensivas no segundo tempo vêm se repetindo, independentemente do adversário.
Dennis Schroder e Moussa Diabate estão fora do confronto (relatório oficial de lesões da NBA de 6 de novembro). Schroder é o principal organizador da equipe, liderando o time com 43 assistências em 9 jogos, enquanto Diabate comandava a tábua com 82 rebotes. Com isso, os prováveis titulares Coby White e Sion James devem dividir a armação, enquanto Ryan Kalkbrenner e Naz Reid terão que assumir a batalha dos rebotes. White vem atuando com restrição de minutos desde a estreia na temporada. No ataque, aumenta a responsabilidade de Grayson Allen, que veio do banco recentemente para marcar 27 e 22 pontos, e de Reid, que anotou 28 pontos na partida anterior.
Já o Boston Celtics, comandado por Joe Mazzulla, forçou uma média de 17,0 turnovers dos rivais em 8 partidas nesta temporada, além de utilizar o banco em cerca de 47% dos minutos totais (central de dados). No último duelo contra o Milwaukee Bucks, aproveitou 10 turnovers adversários no primeiro tempo para anotar 12 pontos e abrir grande vantagem, embora tenha permitido a virada no segundo tempo. Tatum foi poupado na última partida e tem retorno previsto para hoje, enquanto Payton Pritchard, que sofreu uma contusão no olho, também está liberado para jogar (Heavy, 6 de novembro). O Boston Celtics inicia hoje uma sequência de 4 jogos fora de casa.
2. Análise dos confrontos diretos
A grande diferença pode surgir no controle da bola. Nas últimas 3 partidas, os Hornets cometeram 17, 27 e 18 turnovers — e Schroder esteve em quadra em todas elas. Hoje, White e James terão que carregar a bola encarando a forte pressão dos Celtics. Boston forçou 18 turnovers contra o Orlando Magic e recuperou 10 posses apenas no primeiro tempo contra os Bucks. Se perder a posse sob essa pressão, o Charlotte Hornets não apenas deixará de arremessar, como também cederá pontos fáceis em transição rápida.
Outro fator crucial é a disputa dos rebotes sem Diabate. Os Celtics superaram os Bucks nos rebotes ofensivos por 19 a 11 e podem usar Neemias Queta e Mitchell Robinson juntos no garrafão. Robinson, inclusive, apanhou 6 rebotes ofensivos naquele duelo (Heavy, 5 de novembro). Kalkbrenner e Reid precisarão proteger o garrafão para que Charlotte consiga converter seus constantes arremessos de 3 pontos em oportunidades reais de pontuar.
A chance de resistência do Charlotte Hornets passa pelo encaixe contínuo dos arremessos do perímetro de Allen e Reid. O próprio Boston Celtics já teve noites de aproveitamento baixo do perímetro, como quando acertou apenas 12 de 44 bolas de três contra o Magic. No entanto, mesmo quando consegue pontuar com consistência, Charlotte tem dificuldades para manter a liderança se não controlar os turnovers, como ficou evidente na derrota recente contra o Philadelphia 76ers.
3. Diagnóstico e conclusão
Acreditamos que o Boston Celtics construirá sua vantagem a partir das oportunidades geradas pela pressão defensiva e da presença física nos rebotes. O Charlotte Hornets perdeu simultaneamente peças essenciais na criação de jogadas e na briga de garrafão. O aumento de turnovers reduz as tentativas de arremesso de Charlotte e infla os pontos de contra-ataque de Boston. Por isso, mesmo que a margem de pontos se dilate, a pontuação combinada não deve disparar na mesma proporção.
O mercado reflete a sequência de 5 derrotas do Charlotte Hornets e o amplo favoritismo do Boston Celtics. Concordamos com esse direcionamento, mas o elemento determinante de hoje não são as derrotas em si, e sim os desfalques de Schroder e Diabate. Embora o retrospecto de Boston como visitante seja de 1 vitória e 2 derrotas, esses tropeços aconteceram contra Detroit Pistons e Houston Rockets — este último em noite de back-to-back —, o que não se compara à situação atual de Charlotte.
Para que os Hornets façam um jogo equilibrado, seria necessário que Allen e Reid calibrassem o perímetro ao mesmo tempo em que Kalkbrenner e Reid segurassem os rebotes. Como o Boston Celtics tem um saldo de pontos de -3,8 nos quartos períodos nesta temporada (central de dados), existe a possibilidade de que a margem caia um pouco na reta final. Contudo, na perda da grande liderança contra os Bucks, Tatum não jogou e Pritchard se lesionou no decorrer da partida.
[Conclusão final · Por mercado · Linhas da Betman] Moneyline: Vitória do Boston Celtics — Sem seu principal criador de jogadas e seu melhor reboteiro, o Charlotte Hornets não terá volume ofensivo suficiente diante da pressão sufocante do Boston Celtics. Handicap +8.5: Boston Celtics -8.5 — Os pontos sofridos em contra-ataques após turnovers somados à desvantagem nos rebotes devem permitir que o Boston Celtics vença por 9 pontos ou mais. Com Tatum e Pritchard em quadra, a oscilação no fim tende a ser menor. Over/Under 211.5: Under — A produção ofensiva do Charlotte Hornets deve ficar contida em torno da sua média da temporada, e o excesso de turnovers diminui as posses sem inflar o placar agregado na mesma proporção.