[Liga dos Campeões da UEFA Fase de liga 2026-27] Prévia e análise: Manchester United x AS Roma Início da partida: 3 de novembro, às 17h (horário de Brasília)
O Manchester United busca reagir em casa, mas os locais em que vem sofrendo gols repetidamente coincidem com as principais rotas ofensivas da AS Roma. A defesa da equipe italiana também cede chances, então não dá para descartar gols do mandante.
1. Visão geral da partida e momento das equipes
O Manchester United está há nove partidas oficiais sem vencer e sofreu 12 gols, marcando apenas 2, nas últimas cinco. Mais do que os resultados, chamam atenção as circunstâncias dos gols sofridos. Contra o Chelsea, Bryan Mbeumo perdeu a bola no meio-campo, e o adversário infiltrou entre os defensores. Contra o Como 1907, a equipe também sofreu um gol após perder a bola na saída. Já diante do AFC Bournemouth, deixou um atacante livre no segundo poste ao defender uma cobrança de falta. No primeiro tempo contra o Chelsea, criou chances, mas não marcou. Para voltar a ter um resultado diferente das derrotas recentes, precisa melhorar tanto a progressão da bola quanto a defesa em bolas paradas.
A formação do lado esquerdo da defesa já precisa mudar. Luke Shaw não poderá jogar nesta semana, e Patrick Dorgu, embora tenha voltado aos treinos com o elenco, também não estará em campo nesta partida (The Peoples Person, 2 de novembro). Harry Amass é esperado entre os titulares, enquanto a presença de Noussair Mazraoui é incerta por causa de um problema nas costas. Se a AS Roma avançar o ala direito, o lateral que entrar precisa se concentrar no duelo individual com ele. A tarefa fica ainda mais difícil porque também será necessário defender o segundo poste contra cruzamentos vindos do lado oposto. O técnico Michael Carrick não revelou seus planos táticos e será avaliado após esta partida e o jogo contra o Aston Villa, antes da pausa para as seleções (Football Italia e Afrik-Foot, 2 de novembro).
O ataque recente da AS Roma não depende apenas da finalização de um atacante específico. Contra a Udinese, Bryan Cristante cabeceou para o gol após cruzamento de Wesley, e Evan Ndicka marcou em uma cobrança de escanteio de Matías Soulé. Diante do Cagliari, jogadores que vinham do lado oposto receberam na área uma bola cruzada por um dos alas. Contra o Napoli, o técnico Gian Piero Gasperini colocou atacantes em campo aos 58 minutos, quando a equipe estava atrás no placar, e o time marcou três gols depois disso. Esteja vencendo ou perdendo, a equipe visitante pode manter o apoio dos alas e a chegada de reservas à área.
A AS Roma também não é sólida na defesa. Nos últimos três jogos do campeonato, seu xG contra foi de 1,81, 2,61 e 2,34, respectivamente, e Pierluigi Gollini fez seis defesas contra o Cagliari. Gollini, que vem atuando no lugar de Mile Svilar, já soma 636 minutos em campo; mesmo após a ausência de Paulo Dybala, Soulé, Cristante e outros participaram dos gols. Gasperini disse que decidirá no último dia entre escalar Rodrigo Mora e usar três meio-campistas (Sky Sport Italia, 2 de novembro). Para o Manchester United, a pressão no meio e a carga defensiva pelos lados variam conforme essa escolha de titulares.
2. Análise dos confrontos
O duelo mais direto será entre os alas da AS Roma e os laterais do Manchester United. Quando Wesley cruza pela esquerda, o ala do lado oposto ou um jogador da segunda linha entra na área. A jogada em que o Manchester United deixou o segundo poste desprotegido na cobrança de falta do AFC Bournemouth mostra onde essa equipe precisa se posicionar para defender esse tipo de ataque. Se Lulli ou o lateral-direito da AS Roma, Nahuel Molina, avançar, o lateral-esquerdo que substituir Shaw e Dorgu terá de conter a jogada primeiro. Se Mbeumo ou Mason Mount recuar para ajudar o ala, haverá menos atacantes do mandante à frente no momento em que recuperar a bola.
No meio-campo, também importa onde a equipe perde a bola. O Manchester United sofreu gols pouco depois de perder a posse no campo de defesa ou no meio contra o Chelsea e o Como 1907. A AS Roma mantém um estilo de ataque intenso, e Cristante e Soulé podem avançar direto para a área quando recebem a bola no campo adversário. Por outro lado, se Bruno Fernandes escapar da pressão e conseguir encontrar um passe vertical, o mandante poderá criar chances diante da linha de três zagueiros da AS Roma. O fato de ter criado oportunidades no primeiro tempo contra o Chelsea e o xG contra recente da AS Roma sustentam a possibilidade de gols dos donos da casa. O desafio é aproveitar essas chances e também se defender logo após perder a bola.
No segundo tempo, as substituições dos dois técnicos podem influenciar a diferença no placar. As últimas cinco partidas em que o Manchester United foi para o intervalo perdendo terminaram em derrota. Em algumas ocasiões, a equipe aumentou o número de jogadores no ataque para buscar a reação, mas sofreu mais gols depois de perder a posse. Gasperini manteve as opções de ataque com reservas que marcaram contra o Napoli e o Cagliari. Quanto mais o mandante avançar, mais espaço poderá surgir atrás da defesa para os reservas da AS Roma; por outro lado, se os visitantes continuarem com muitos jogadores no ataque, Fernandes e Mbeumo ainda terão chances de contra-atacar.
3. Palpite final e conclusão
Acreditamos que a AS Roma abrirá vantagem com cruzamentos dos alas e bolas paradas e vencerá por dois gols de diferença, marcando novamente quando o Manchester United tentar reagir. O mandante também pode aproveitar as chances cedidas pela defesa da AS Roma para marcar. Porém, considerando a mudança no lateral-esquerdo e as perdas de bola recorrentes no meio, parece difícil que aumentar o número de atacantes após sofrer um gol seja suficiente para virar o jogo. A ausência de Shaw e Dorgu foi noticiada pelo The Peoples Person em 2 de novembro.
O mercado coloca o mandante ligeiramente à frente. O fato de a defesa da AS Roma ceder muitas chances dá motivos para acreditar em gol do Manchester United, mas damos mais peso à possibilidade de os cruzamentos dos alas e as bolas paradas dos visitantes explorarem repetidamente os pontos em que o mandante vem sofrendo gols. Gollini tem jogado para cobrir a ausência de Svilar, e a AS Roma manteve o poder ofensivo apesar do curto intervalo entre as partidas.
A previsão muda se o mandante transformar uma das chances iniciais em gol. O Manchester United também teve oportunidades no primeiro tempo contra o Chelsea, mas não marcou. Se desta vez abrir o placar e conseguir responder aos avanços da AS Roma, os visitantes terão menos chances de recuperar a bola nos locais esperados e marcar novamente.
[Palpite final · por mercado · conforme as opções disponíveis na Betman] Resultado final: vitória da AS Roma — Os cruzamentos dos alas e as bolas paradas da equipe visitante exploram as fragilidades recorrentes do Manchester United: a defesa pelo lado esquerdo e no segundo poste, além das perdas de bola no meio-campo. Handicap -1: derrota do Manchester United — Para vencer por dois gols ou mais, o mandante teria de melhorar tanto a criação de chances, que ficou em torno de um gol, quanto os erros defensivos recorrentes; não vemos motivos para esperar essa mudança hoje. Handicap -2: derrota do Manchester United — Com a finalização e a defesa atuais, é difícil imaginar o mandante vencendo por uma grande diferença, inclusive exatamente dois gols, e isso também não combina com o cenário de vitória dos visitantes. Over 3,5: over — A AS Roma coloca atacantes em campo mesmo quando está à frente, e o Manchester United adianta as linhas quando está perdendo, o que pode gerar mais gols. O mandante também pode marcar aproveitando as chances que a defesa da AS Roma cede.