A Inter e o Como mantêm caminhos funcionais tanto pelas pontas quanto com quem recebe pelo meio. Esse confronto deve colocar à prova a saída sob pressão e a movimentação nos espaços deixados pelos laterais que avançam. Já a visita do Porto ao Vitória gira em torno de uma diferença parecida: conseguir a primeira escapada versus criar a chance real de finalização na sequência. O Porto já mostrou várias formas de variar esse passe final.
Paz, Perrone e Milla continuam fazendo a ligação da posse do Como com Douvikas e os pontas. Eles foram titulares contra o Lens antes de serem substituídos mais cedo, então essa continuidade vem de ritmo real de jogo. A Inter volta a contar com Esposito ao lado de Thuram, e a suspensão de Bastoni nas competições europeias não se aplica a esta rodada da liga.
Os desfalques do Como no ataque limitam principalmente as opções para o decorrer do jogo em um setor que já está encaixado. Espero que a equipe consiga mudar o foco das jogadas e dispute a posse de bola, em vez de apenas se fechar e suportar a pressão. Por isso, fico com o Como para não perder.
O Porto consegue combinar pelo meio, inverter para o ponta e infiltrar outro homem por trás dele. A atuação contra o Napoli mostrou soluções interessantes no fim das jogadas e nas bolas paradas, enquanto o Vitória pouco finalizou com clareza em suas últimas posses de bola. Strata e Samu dão aos mandantes uma rota de escape clara, o que torna o passe logo após a pressão do Porto ainda mais decisivo.
William segue de fora e Pietuszewski foi convocado, segundo declarações recentes de Farioli; a espinha dorsal do meio-campo já vem funcionando mesmo com os outros desfalques. O leque de opções do Porto na criação deve continuar surtindo efeito mesmo após um início de jogo disputado. Por isso, fico com a vitória do Porto.