O AZ consegue armar jogadas em sequência com o Kwakman e os pontas abertos, enquanto o descanso maior do Groningen dá o fôlego necessário para pressionar logo o primeiro passe. O último toque vai pesar tanto quanto o volume de bolas na área. O Celta tem como acionar o Carreira nas costas da pressão do Levante (Spain), mas o Levante também conta com Romero e Thiago como válvulas de escape na frente. Os dois confrontos passam diretamente por conseguir transformar a primeira chance criada em uma finalização certeira.
O AZ finalizou bastante contra o Ajax e a Juventus, mas converteu pouco desse volume ofensivo em chances reais. Já o Groningen criou jogadas perigosas contra o Sparta e teve um tempo de recuperação mais completo; o boletim recente do elenco pesa mais do que a antiga ausência do Van der Laan. O Groningen tem condições de morder a saída de bola e encontrar o Willumsson ou alguém atacando em velocidade antes que o AZ consiga engrenar uma nova onda de ataque. Fico do lado do Groningen para fazer um jogo parelho nessa disputa.
A rota com o Carreira pode testar o lateral-esquerdo reserva do Levante, enquanto a pressão do Levante pode soltar Romero ou Thiago no espaço deixado pelos alas do Celta. Iglesias está fora da lista atual do Celta, e Giráldez comentou sobre dosar a minutagem do Aspas; já o Levante teve mais tempo de preparação. As últimas chegadas do Celta resultaram em menos perigo real de gol do que o domínio territorial sugere, enquanto o Levante acertou cruzamentos e ganhou segundas bolas nos últimos jogos. Isso me faz pender para o Levante.